Em sessão de esculacho, testemunha de CPI vai presa, mas chama relator de moleque

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Ainda repercute nos meios políticos de Umuarama o bafafá que marcou a última reunião da CPI da Covid, em que o consultor Paulo Cesar Leite chegou como testemunha e saiu para a cadeia, preso, não sem antes chamar o relator de “moleque” e ouvir um “cala a boca!”, tudo gritado em volume suficiente para serem ouvidos bem longe da Câmara.

O consultor Paulo Cesar Leite, o PC, foi chamado à comissão de inquérito da Câmara que apura possíveis desvios de recursos da saúde pública de Umuarama na condição de testemunha, mas desde o começo da inquisição o clima foi tenso e terminou como todos previam que terminaria: uma confusão geral, com acusações e xingamentos, além de ter sido dada voz de prisão à testemunha, que saiu da Câmara direto para a cadeia.

Leite se negou a falar sobre seu envolvimento profissional com a Arrabal Medicamentos, empresa que está sendo investigada por ter contrato com a prefeitura acima de R$ 4 milhões e ser suspeita de envolvimento com os possíveis desvios que resultaram na prisão de sete pessoas, afastamento da secretária de Saúde, Cecília Cividini, e, mais recentemente, afastamento do prefeito Celso Pozzobom (PSC), que também é investigado.

Relembre o caso

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Os agentes cumpriram mais de 60 mandados de busca e prenderam sete pessoas no início da Operação Metástase Foto: O Bemdito

 

A pergunta foi feita e refeita várias vezes e por diferentes vereadores, mas o máximo que se conseguiu foi a promessa de PC que daria todas as respostas por escrito.

Mas, o que estava ruim ainda tinha muito a piorar, pois a testemunha se negou a responder a perguntas do relator da CPI, Mateus Barreto, alegando que o vereador tem interesse financeiro no contrato da Arrabal.

Era a gota que faltava. Barreto não se conteve e gritou para a testemunha um sonoro “Cala boca!. PC não deixou por menos e mandou um sonoro “Moleque!”.

 

“Incompetente!”

Mas, os brados não acabaram por aí. Outro vereador, João Paulo Maciel de Oliveira, o Sorrisal (PP), perguntou sobre os valores pagos pela Arrabal aos funcionários e foi chamado de incompetente. PC mandou-o ser mais atento, porque as informações foram disponibilizadas para a Câmara e constam do Portal da Transparência do município.

 

“Essa CPI é um circo!”

Para não deixarem a testemunha continuar esculachando os vereadores e a CPI, a polícia foi chamada e levou Paulo Cesar Leite para a cadeia. Mas, na saída, PC não poupou volume na garganta para gritar que “Essa CPI é um circo!. Um desperdício de dinheiro público. Essa CPI está dois anos atrasada. Esses desmandos aconteciam enquanto o senhor Mateus Barreto era vereador em 2017, 18, 19 e ele nunca fiscalizou o poder público e ele está fazendo uma espécie de tentativa de redenção”, disse.

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