Vicentinos deixam administração do Lar dos Velhinhos depois de 50 anos de trabalho

O que acontece com o Lar dos Velhinhos de Campo Mourão é o mesmo que vem ocorrendo com outras entidades, que durante a pandemia não têm como realizar eventos para arrecadar fundos

5 de setembro de 2021
Lar dos Velhinhos
O Lar dos Velhinhos de Campo Mourão tem meio século de respeito da comunidade Foto: i44 News

O Lar dos Velhinhos de Campo Mourão, que há 50 anos faz o acolhimento de idosos em situação de vulnerabilidade ou risco social e pessoal, dando-lhes proteção social e dignidade humana, a partir desta segunda-feira, 6, deixa de ser administrado pela Sociedade São Vicente de Paulo e passa para o controle dos padres do Decanato de Campo Mourão e um grupo de leigos.

A mudança acontece em comum acordo desde que os vicentinos decidiram repassar a administração do Lar para outro grupo que tenha condições de continuar a missão.

“Após várias reuniões, algumas com a presença do bispo dom Bruno [dom Bruno Elizeu Versari, bispo da Diocese de Campo Mourão], os padres do Decanato de Campo Mourão, assessorados por um grupo de leigos, decidiram assumir a direção, na tentativa de dar continuidade ao grande trabalho que a entidade presta à sociedade, principalmente aos idosos”, diz padre Adilson Naruishi, da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que assume a presidência da entidade.

lar dos velhinhos
O Lar dos Velhinhos mantinha uma média entre 45 e 60 idosos Foto: Tribuna do Interior

A exemplo do que vem acontecendo com outras entidades assistenciais, principalmente as de longa permanência, também o Lar dos Velhinhos entrou em crise, que se agravou durante a pandemia de coronavírus por não poder realizar eventos para levantar fundos.
A situação ficou ainda mais caótica no ano passado, quando ocorreu um surto de coronavírus entre os internados e funcionários e 11 velhinhos morreram por complicações causadas pela covid-19.

Também em Maringá os vicentinos deixaram a administração do Asilo São Vicente de Paulo, depois de 35 anos. Por determinação da Justiça, a administração foi repassada para a prefeitura até que se encontre uma agremiação disposta a assumir o asilo.