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Por Rodrigo Gaspar de Almeida e Vitor Koki da Costa Nogami
Você sabe exatamente qual é o segmento mais lucrativo do seu negócio? Ou está direcionando esforços para o público mais visível (e não necessariamente o mais rentável)?
Segmentação de mercado não é um conceito acadêmico distante. É uma decisão estratégica que define preço, canais, comunicação e até o portfólio de produtos. Em outras palavras: define para quem a empresa escolhe vender. O problema é que muitos gestores ainda operam com base em intuição.
Pesquisa recente do Cetic.br indica que, em 2024, apenas 16% das empresas brasileiras coletavam dados estruturados sobre seus consumidores. Em um ambiente orientado por informação, isso revela um cenário preocupante: decisões de marketing continuam sendo tomadas com base em percepção, não em evidência.
Sem dados, a segmentação tende a ser superficial. Idade, renda e localização ajudam, mas raramente explicam comportamento de compra. Por outro lado, variáveis como estilo de vida, motivações e padrões de consumo oferecem profundidade na análise, embora exijam mais experiência e conhecimento dos gestores.
O maior segmento nem sempre é o mais lucrativo. Públicos com maior poder aquisitivo podem demandar mais investimento em relacionamento e serviços. Segmentos amplos podem pressionar margens. Crescimento de volume não é sinônimo de rentabilidade. Sim, o desafio é grande!
Segmentar bem significa avaliar receita potencial, custo de aquisição, custo de manutenção e retorno no longo prazo. É cálculo, não suposição. A tecnologia hoje é acessível, ferramentas de CRM, plataformas digitais e as plataformas de “analytics da vida” permitem mapear comportamento com mais precisão antes restrita a grandes corporações.
No fim, a decisão é estratégica: competir por volume ou por valor? A pergunta que fica é se os gestores maringaenses sabem exatamente segmentar mercados em busca de maior rentabilidade.








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