Além da técnica: “Analfabetismo emocional” compromete resultados na era digital

No podcast Ponto a Ponto, Gilcler Regina revela como a falta de gestão das emoções sabota carreiras e empresas, mesmo em um cenário de alta tecnologia.

  • O avanço da tecnologia e das ferramentas de Inteligência Artificial trouxe um paradoxo para o mercado de trabalho: quanto mais automatizados os processos, mais latente se torna a necessidade de competências humanas. No podcast Ponto a Ponto, o escritor e palestrante Gilcler Regina falou sobre o cenário corporativo atual e alertou para o que chama de “analfabetismo emocional”.

    O conceito refere-se à incapacidade de profissionais e líderes em identificar, compreender e gerir as próprias emoções e as dos outros. Segundo o palestrante Gilcler Regina, convidado do episódio, esse fenômeno tem sido uma barreira invisível para a produtividade. “O cara está muito na tecnologia e ele não percebe que o emocional dele está pegando firme, e isso está comprometendo os resultados da vida dele”, afirma.

    O abismo entre a máquina e o comportamento

    Embora ferramentas como a IA consigam realizar tarefas complexas e gerar conteúdos em segundos, o mundo dos negócios ainda é movido por decisões, e decidir é um modelo comportamental. A análise apresentada no podcast destaca que o excesso de digitalização pode criar uma falsa sensação de eficiência que ignora a saúde mental.

    Para Gilcler, o isolamento provocado pelas telas, inclusive em modelos como o home office, exige uma nova postura das empresas. “Ele pode estar longe, mas não pode estar distante. Quem está dentro não pode achar que está vivendo lá fora”, pontua. A integração emocional da equipe passa a ser, portanto, uma estratégia de sobrevivência econômica e não apenas uma pauta de bem-estar.

    Liderança sob pressão e o fim da “motivação barulhenta”

    A conversa ainda explora ainda a mudança no papel do líder. Se há décadas o foco era “animar a tropa” com discursos genéricos, hoje a liderança precisa ser treinada para compreender individualidades. Em um cenário de exaustão e burnout, a motivação precisa ser ressignificada para “inspiração”.

    “Você não pode ir lá mais e falar: vamos acender a fogueira aí para a tropa toda e todo mundo fica [animado]. Não é mais assim. Hoje você tem que compreender as individualidades”, destaca o convidado. O sucesso no mercado atual, portanto, depende de uma liderança que forma pessoas antes de tentar transformar processos.

    Serviço: 

    A entrevista completa com as reflexões sobre Inteligência Emocional e mercado de trabalho está disponível no podcast Ponto a Ponto, no canal do Maringá Post no YouTube.

    Apresentação: Ronaldo Nezo

    Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio

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