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A Comissão Especial de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural de Maringá aprovou, nessa quarta-feira (15), o projeto arquitetônico e estrutural para a restauração da Capela Santa Cruz, no Maringá Velho. Agora, a proposta aguarda um parecer do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Histórico do Paraná antes de seguir com os trâmites para a contratação dos serviços.
Segunda capela mais antiga de Maringá, atrás apenas da Capela São Bonifácio, a Capela Santa Cruz foi construída entre 1946 e 1947, sobre articulação do padre Emílio Scherer. Tombada como Patrimônio Histórico de Maringá desde 2005 e do Paraná desde 2008, a construção de madeira não passa por uma restauração desde a década de 1990.
Em 2018, chegou a haver um movimento de restauração coordenado pela Prefeitura, mas que não avançou por questões burocráticas. No fim de 2025, a Secretaria de Aceleração Econômica e Turismo de Maringá (Saet) articulou a liberação de recursos federais na ordem de R$ 800 mil para o projeto de restauração, desenvolvido pela Associação Maringá Missão, responsável pela Capela.
De acordo com o secretário de Cultura de Maringá, Tiago Valenciano, a empresa que desenvolveu o projeto fez recomendações de alterações, que foram aprovadas pela Comissão. A que chamou mais a atenção foi a manutenção das cores originais da madeira, em detrimento da manutenção da coloração amarelada hoje presente. Conforme o secretário, a cor original é o padrão da construção, não tendo sido encontrados registros de quando a construção recebeu a pintura hoje presente.
“Na verdade, a Associação Maringa Missão, que é a proprietária hoje da Capela, enviou o projeto de restauro, contratou um arquiteto para poder realizar esse processo de restauro, é um bem particular, então eles têm o direito de fazer isso, contrataram uma equipe arquitetônica do Rio Grande do Sul e eles apresentaram um projeto de restauro e a Comissão acabou fazendo cinco recomendações ali, que a gente já deve mandar entre hoje e amanhã para o Diário oficial, que são as recomendações ditas pela Comissão para que o pessoal possa adotar quanto ao projeto de restauro”, disse.
“Tem a questão da pigmentação das madeiras da Capela. Uma peroba, hoje a madeira da capela, desde que ela foi construída e aí o arquiteto contratado pela Maringá Missão sugeriu que as madeiras ficassem sem pigmentação nenhuma, ou seja, que elas ficassem ao natural e que fosse passado um verniz. Esse ponto foi o mais polêmico até então da decisão da Comissão, e aí por maioria ficou decidido pela coloração original”, completou.
A Capela está fechada ao público desde 2018, mas ainda não há previsão para que a restauração do espaço tenha início.









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