Paixão de Cristo: Dom Frei Severino lembra tradições e reforça a fé na Semana Santa

Arcebispo de Maringá destaca importância do Tríduo Pascal, relembra costumes antigos como jejum e silêncio na Sexta-feira Santa e convida fiéis a viver a fé com intensidade

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    Nesta sexta-feira, 3, é celebrado o feriado da Paixão de Cristo, momento de reflexão sobre o sacrifício de Jesus e o sentido da fé. Para falar sobre o tema, o arcebispo de Maringá, Dom Frei Severino, destacou a importância de viver a Semana Santa com intensidade e compromisso cristão.

    Segundo o arcebispo, o convite para os fiéis permanece o mesmo ao longo dos anos: viver a fé inspirados pela Igreja e pela ‘Campanha da Fraternidade’.

    “Esse período é um convite à conversão e ao compromisso com o próximo, conforme o ensinamento de Jesus Cristo: ‘amai-vos uns aos outros como eu vos amei’”, explica Dom Severino.

    Ele lembra que, antigamente, a Semana Santa era marcada por costumes muito específicos: não se comia carne às quartas e sextas-feiras, não havia bailes, na ‘Sexta-feira Santa’ não se ouvia rádio nem se tocava música, e até se colocava um pano sobre os espelhos.

    “Essas práticas ajudavam os fiéis a refletirem sobre a vida, o sacrifício de Cristo e a vivência da fé”, comenta.

    Mesmo no século XXI, Dom Severino ressalta que a Semana Santa continua sendo vivida com intensidade, muitas vezes maior que no passado, graças ao maior conhecimento e participação da comunidade.

    “O essencial está no respeito ao próximo, no cuidado com os mais vulneráveis e na busca por compreender a mensagem de Cristo, especialmente seu caminho até a cruz e a ressurreição”, diz.

    O arcebispo também destaca a importância do Tríduo Pascal, ponto alto do ano litúrgico católico. Celebrado da Quinta-feira Santa ao Domingo de Páscoa, esse período recorda a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, representando o mistério da redenção e sendo considerado o centro da fé cristã.

    “Não é apenas uma proposta, mas uma necessidade do católico participar dessas celebrações com alegria e compromisso”, afirma.

    Tradições antigas na Paixão de Cristo

    Sobre as tradições antigas, Dom Severino reforça que a essência permanece, mesmo com mudanças culturais e tecnológicas:

    “O jejum, a oração e a esmola continuam fundamentais. As formas mudam, mas o chamado à conversão do coração é o mesmo”.

    A relação com os jovens também é prioridade: o arcebispo ressalta a importância de acolhê-los e apresentar a mensagem de Jesus de forma próxima e acolhedora.

    Em tempos de crise e incerteza, Dom Severino lembra que a fé traz esperança, equilíbrio e sentido à vida, ajudando a enfrentar dificuldades com serenidade.

    “Que possamos chegar à Páscoa com o coração renovado, cheios de esperança e alegria naquele que morreu, mas ressuscitou”, conclui o arcebispo.

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