Menos de 100 pessoas participam de consulta pública sobre concessão do Parque do Ingá

Prazo para participação da comunidade sobre o futuro modelo de concessão se encerrou nessa terça (10). De acordo com o presidente do Instituto Ambiental de Maringá (IAM), conselho irá analisar as contribuições feitas antes de elaborar minuta de lei, que será enviada para a Câmara Municipal.

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    Menos de 100 pessoas fizeram contribuições na consulta pública aberta pela Prefeitura de Maringá sobre o edital de concessão das áreas de lazer do Parque do Ingá. O prazo de recebimento das opiniões da população se encerrou nessa terça-feira (10).

    A informação sobre a quantidade de contribuições foi repassada pelo diretor-presidente do Instituto Ambiental de Maringá, José Roberto Behrend, em entrevista ao Maringá Post nesta quarta-feira (11). Aberta no dia 12 de janeiro, a consulta pública visava receber opiniões sobre o futuro edital, que prevê a transferência à iniciativa privada dos serviços de limpeza, segurança, manutenção e atividades ligadas ao turismo ambiental do Parque do Ingá.

    De acordo com Behrend, ao todo foram 95 respostas recebidas no formulário online. Destas, menos de 40 eram, de fato, sugestões ao edital de concessão. As demais, conforme o diretor-presidente, eram apenas manifestações contrárias ou favoráveis ao processo que, conforme ele, está “dividido” entre pessoas a favor e contrárias ao modelo.

    “A gente tem um item lá no formulário, questionando se a pessoa era favorável, contrária, parcialmente favorável ou parcialmente contrária. Então algumas pessoas só se ativeram a esse item e não na análise e na propositura de sugestões com relação ao edital e ao caderno de encargos. Então, a gente tem essas duas diferenciações nesse primeiro momento: aqueles que, de fato, entraram e apresentaram alguma manifestação de contribuição e alguns que só apresentaram a sua opinião com relação à concessão”, disse.

    José Roberto atribui a opinião dividida das pessoas sobre a concessão à circulação de supostas notícias falsas sobre o processo. “É meio a meio, a gente vê muito daqueles que são contra que, talvez, por alguma fake news, por alguma informação completamente distorcida, que algumas pessoas têm informado que o Parque estaria sendo privatizado, coisa que não é verdade, então, a gente acaba vendo que esses comentários acabam vindo com o comentário de não a privatização, desconsiderando a análise do modelo da concessão, que é completamente diferente. No fim das contas, ficou completamente balanceado, a gente está aí com uma média quase 50 a 50 (de favoráveis e contrários a concessão)”, completou.

    Ainda conforme o presidente do IAM, as contribuições agora serão levadas para análise do Conselho Consultivo das Unidades de Conservação de Maringá, para definir o que pode ser incorporado ao edital. O primeiro passo após essa análise é a elaboração da minuta de lei com a autorização para o processo, que será enviada para a Câmara Municipal. Ele acredita que o projeto poderá avançar nos próximos 30 dias, mas evita cravar uma data para lançamento do edital.

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