Prefeitura vai manter sistema de rodízio e descarta instalação de novos radares, afirma secretário de Mobilidade Urbana

Em 2025, motoristas maringaenses cometeram, em média, 1 infração por minuto. Em entrevista ao Maringá Post, Luciano Brito explicou que a Prefeitura utiliza dados estatísticos para definir os locais de instalação dos equipamentos e que município manterá rodízio dos radares a cada 3 meses.

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    Mais de 370 mil infrações de trânsito foram cometidas por motoristas maringaenses em 2025. Os dados são da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) e são relativos de janeiro a setembro. Em média, é como se a cidade registrasse 1.400 infrações por dia ou o 1 por minuto.

    Mesmo com um número preocupante, no entanto, o município descarta instalar novos radares de velocidade. A afirmação é do secretário de Mobilidade Urbana de Maringá, Luciano Brito, que concedeu entrevista ao Maringá Post.

    Atualmente, Maringá tem 117 pontos de fiscalização de trânsito, sendo 90 radares. O contrato em vigor com a empresa que realiza a gestão dos equipamentos permiteque este número seja ampliado para até 255 pontos de fiscalização. A ideia, no entanto, é que o aumento de equipamentos seja substituído pelo rodízio dos locais de instalação, já em vigor.

    De acordo com o secretário, a Prefeitura utiliza dados estatísticos para verificar pontos da cidade com maior incidência de acidentes. Nesses locais, radares são instalados temporariamente e ali permanecem, em um período de 3 a 6 meses, quando são desinstalados e levados para outras localidades.

    “As ações educativas vão continuar e o radar não será aumentado. Nós daremos continuidade no rodízio a cada 3 a 6 meses, conforme os dados estatísticos para que possamos então ir mantendo e diminuindo os números de acidentes. Nosso foco principal é a preservação da vida”, explicou Brito.

    Ainda conforme o secretário, o foco da atuação da pasta segue sendo em ações educativas.

    “Nós temos hoje 255 faixas previstas em contrato de fiscalização eletrônica do radar e do controlador de velocidade, e temos também a fiscalização eletrônica móvel que vamos intensificar em virtude da constatação do excesso de velocidade em algumas vias que tem chegado para nós e tem aumentado os índices. Então nós faremos essas ações nesses locais onde nós estamos constatando pela mancha de acidentes, a mancha de calor, de excesso de acidentes e de excesso de velocidade. Nós precisamos atuar também no caráter repressivo dessa conduta para preservar a vida”, disse.

    De acordo com Brito, embora a fiscalização por radar seja alvo de críticas, muitos maringaenses pedem a instalação dos equipamentos em determinadas localidades.

    “É uma determinação do prefeito Silvio Barros de termos propostas mais educativas, então o radar ele é punitivo também, ele não é apenas de caráter educativo, a finalidade do radar é a preservação da vida, e é bem interessante que um dos maiores pedidos que nós temos, tanto de cidadão, quanto de autoridades, quanto da comunidade, é o de instalação de radar, então é algo contraditório quando nós temos algumas pessoas que reclamam do radar, todo mundo reclama do radar longe da sua casa, mas próximo da escola do seu filho, da sua casa, do seu comércio, da sua igreja, todos querem o radar. Mas nós sempre temos que entender que primeiro nós temos que ter a consciência individual, não há lei, não há equipamento que vá garantir a segurança do trânsito. Isso é responsabilidade de todos”, finalizou.

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