Maringá é a 3ª cidade do País com imóveis que mais se valorizaram em 2025, aponta pesquisa

Levantamento foi anunciado por plataforma voltada a profissionais do mercado imobiliário com base em imóveis novos e lançamentos de mais de 750 incorporadoras.

  • Imóveis em Maringá estão valorizados. Pelo menos é o que indica uma pesquisa divulgada na última sexta-feira (17) e que coloca o município em terceiro lugar no ranking das 5 cidades que mais valorizaram em 2025.

    Pelo ranking, a cidade mais valorizada de 2025 é Torres, no Rio Grande do Sul. A capital do Ceará, Fortaleza, é a segunda cidade mais valorizada do raking. Maringá aparece em terceiro lugar, Itapema em quarto lugar e Balneário Camboriú na quinta colocação.

    Imóveis novos e lançamentos

    “Segundo dados da Inteligência de Mercado DWV, essas são as cinco cidades que mais se destacaram em 2025 com alta expressiva no valor médio por m² vendido. Isso considerando somente imóveis novos e lançamentos cadastrados no app DWV”, esclarece a plataforma, que tem sede em Santa Catarina.

    Conforme a DWV, os percentuais foram calculados com base na variação entre os meses de janeiro e outubro. Levou-se em consideração os valores realmente praticados nas vendas, e não apenas anunciados. “Esse tipo de dado revela zonas de valorização real e ajuda a tomar decisões mais estratégicas na hora de vender”, revela.

    A reportagem do Maringá Post procurou a DWV pedindo detalhes dos critérios utilizados para a construção do levantamento que aponta Maringá como a terceira cidade mais valorizada do País em 2025. A empresa afirma que a pesquisa de valorização tem como base dados do Business Intelligence (B.I.) da DWV. O acompanhamento se dá em tempo real, levando em conta o comportamento do mercado imobiliário com base nos imóveis novos e em lançamento de mais de 750 incorporadoras em todo o Brasil.

    “O que torna essa análise tão relevante são os critérios objetivos que usamos, como: Valorização histórica por m²: mostra como os preços vêm evoluindo ao longo do tempo em cada cidade, bairro ou tipologia”, explica a DWV.

    Além desse critério, a plataforma fez comparação entre valores ofertados x vendidos: destacando onde os imóveis realmente se valorizam e têm liquidez; velocidade de vendas: identifica tipologias que vendem mais rápido, sinalizando maior demanda; alta procura x baixa oferta: combina dados de busca na plataforma com o estoque real disponível, o que ajuda a apontar zonas de urgência de compra; e dados de tipologia (quartos, vagas, área, etc.): permitindo análises bem específicas sobre o que mais valorizou ou vendeu em cada local.

    Mercado desaquecido

    Allan Cardoso, empreendedor imobiliário, avaliou o ranking recente que aponta Maringá como a terceira cidade mais valorizada do País em 2025. E fez ressalvas levantando gargalos que dificultam o setor imobiliarista nacionalmente.

    Mesmo com imóveis valorizando, o mercado de imóveis atualmente não está aquecido, lamenta Cardoso, que atua no ramo há 25 anos.

    “Não estou falando somente de Maringá, mas em nível nacional: hoje, em qualquer lugar do Brasil, o mercado imobiliário está em decadência, com exceção de alguns produtos específicos e praças. Maringá ainda se sobressai de alguma forma”, opina.

    Ele explica que é necessário ao País o retorno de uma estabilidade política, econômica e financeira.

    “Ou volta a confiança política, ou volta a confiança financeira, ou os players seguirão optando por deixar dinheiro parado rendendo a investir em imóveis ou mesmo em novos negócios”, diz Cardoso. “O mercado clama por um retorno de análises de crédito de forma mais justa para com os ganhos da população. Hoje, aprovar crédito é algo raro com a régua bancária atual”, finaliza.

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