Construção do Caps III no Jardim Paulista vai parar no Ministério Público

Situação foi alvo de uma representação formal entregue ao órgão pela vereadora Professora Ana Lúcia (PDT). Na sessão da Câmara desta terça-feira (16), um requerimento também questionou o município sobre os estudos prévios que lavaram a escolha do imóvel.

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    A provável construção de uma unidade do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) no Jardim Paulista, em Maringá, foi alvo de uma representação formal no Ministério Público. Desde o mês de agosto, moradores da região tentam mobilizar autoridades públicas para que a unidade seja levada para outra localidade.

    A representação foi feita nesta semana, pela vereadora Professora Ana Lúcia (PDT). Segundo a parlamentar, o projeto desconsidera diretrizes básicas da Política Nacional de Saúde Mental, que determina que os Caps devem ser instalados próximos aos territórios com maior vulnerabilidade social e maior demanda de atendimento o que, no caso de Maringá, inclui principalmente a região central, onde se concentra a população que faz uso de álcool e drogas.

    “O Caps precisa estar próximo de onde o principal público atendido está. O Caps AD acolhe pessoas em recuperação de dependência de psiquiativos, de álcool e não é só a população de rua, mas é majoritariamente uma população em situação de rua. Então, estas pessoas estão a mais de 10 quilômetros da unidade que as atende diariamente, que é o Centro POP, que poderia fazer esse encaminhamento nesse fluxo, porque acesso aos bens públicos e aos serviços públicos tem a ver com o fluxo que precisa ser respeitado Então, quando se coloca tão distante, no extremo norte da cidade, esse equipamento não vai conseguir dar atendimento às pessoas que mais precisam”, disse.

    O documento encaminhado ao MP sugere como alternativa o terreno já existente na onde atualmente funciona o Centro Pop, serviço de assistência social utilizado diariamente por pessoas em situação de rua para alimentação, higiene e encaminhamentos.

    A vereadora solicita que o Ministério Público suspenda o processo licitatório em curso e recomende a revisão da localização do Caps, com ampla participação social. A proposta inclui a realização de audiência pública com moradores e o conselho de saúde.

    Além da representação de Ana Lúcia ao Ministério Público, um requerimento de autoria do vereador Daniel Malvezzi (Novo), aprovado na sessão desta terça (16), também questiona a Prefeitura sobre os estudos prévios que teriam ratificado a escolha do local.

    Inicialmente, a Prefeitura havia informado que ainda estuda alternativas para a construção do equipamento.

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