Polêmica sobre boicote de vacinas leva prefeitura à Justiça contra a Secretaria de Saúde

9 de agosto de 2021
boicote de vacinas
Maringá quer receber quantidades de doses proporcionais ao tamanho de sua população

A prefeitura de Maringá anunciou, na manhã desta segunda-feira, 9, que impetrará uma Ação Ordinária de Obrigação de Fazer com Tutela de Urgência para impor à Secretaria de Estado da Saúde, por meio de sua 15ª Regional de Saúde, a obrigação de restabelecer a distribuição do total de doses de vacinas contra covid-19 recebidas neste órgão de maneira proporcional ao percentual de 50,58%. O prefeito Ulisses Maia (PSD) suspeita que há um boicote de vacinas contra Maringá.

Neste domingo, sites de notícias do Paraná se ocuparam com a polência sobre um possível boicote de vacinas a Maringá, denunciado pelo prefeito Ulisses Maia em suas redes sociais, com imediata resposta do secretário de Saúde, Beto Preto.

Sobre o assunto, está marcada, às 10 horas desta segunda-feira, 9, uma coletiva de imprensa, na Sala de Reuniões, no Paço Municipal, com o procurador-geral do Município, Douglas Galvão, e também com o chefe de Gabinete Domingos Trevizan.

ENTENDA – O percentual requerido pelo Município representa a quantidade total de habitantes de sua área, levando em consideração a abrangência da 15ª Regional, tal como vinha ocorrendo até a 27ª remessa no final de junho de 2021.

De acordo com levantamento do Gabinete do Procurador Geral de Maringá, desde aquela data, a Secretaria de Estado da Saúde passou a violar o direito constitucional à saúde do Município de Maringá e a desrespeitar o critério estabelecido em seu próprio plano estadual de imunização.

Isso ocorreu quando a sua 15ª Regional passou a repassar de forma frequente a Maringá um percentual de aproximadamente 37% das doses recebidas, que é bem inferior e desproporcional ao percentual que a população desse município representa frente ao total de habitantes da 15ª Regional.

Essa situação, conforme a petição, trata-se “de um verdadeiro retrocesso no combate à pandemia no Município de Maringá e, consequentemente, na efetivação do direito fundamental à saúde”.