Movimento LGBT e entidades combatem o preconceito à orientação sexual

17 de maio de 2021
LGBT Maringá
O ato do movimento LGBT aconteceu na frente do Parque do Ingá

De forma pacífica e até discreta, o movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis e Transexuais) de Maringá fez na manhã de domingo um ato para denunciar o preconceito ao sexo, à orientação sexual ou identidade de gênero.

Em uma tenda ao lado da pista de caminhada do Parque do Ingá, participantes do movimento, simpatizantes e entidade que apóiam as causas LGBT falaram sobre as diferentes formas de preconceito no dia a dia, nas empresas, na escola e em outros ambientes.

 

Suspeito de matar homossexuais

Coincidentemente, no mesmo dia em que em várias cidades do mundo inteiro o movimeto LGBT fazia suas movimentações e protestos, a Polícia Civil do Paraná divulgou detalhes sobre um homem que em apenas 13 dias matou três homossexuais e roubou objetos de suas casas.

José Tiago Soroko
A polícia divulgou fotos de José Tiago Correia Soroko, suspeito de matar homossexuais no Paraná e Santa Catarina

José Tiago Correia Soroko é suspeito de atrair suas vítimas por meio de um aplicativo de relacionamento, trocavam fotografias e ele ia à casa do homossexual, onde o matava e roubava o que queria

 

Data para conscientização

O Dia Internacional contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia é 17 de maio, mas atividades relativas à data aconteceram no dia 16 por ser domingo, dia em que é possível dar maior visibilidade aos atos públicos.

O dia 17 de maio se refere à data em que, em 1990, a Organização Mundial da Saúde tirou a homossexualidade do Código Internacional de Doenças (CID), declarando que homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão.

“É uma data muito importante, que simboliza a luta dos homossexuais, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros contra o preconceito, a violação de direitos e  a violência que essa população está sujeita”, disse Hebert Villela, membro da Comissão de Diversidade Sexual e Gênero da subseção de Maringá da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

 

Vítimas do preconceito

De acordo com Villela, a data é também um momento para destacar a memória aos que sofreram LGBTfobia em Maringá nos últimos tempos. Entre as vítimas mais recentes são lembrados

  • Carlos Henrique Hortencio, farmacêutico de Maringá, morto a facadas e enterrado no próprio quintal em 2018;
  • João Paulo Bezerra, estudante da UEM perseguido, agredido verbalmente e espancado em 28/04/2021;
  • Jadson Gabriel dos Santos Machado, também estudante da UEM espancado e quase morto após suposto assalto – 09/01/2021;
  •  jovem de 14 anos (por ser menor não será identificado – espancado em um ponto de ônibus em 2017, Conselho Tutelar classificou o caso como Homofobia);
  • Dayane Ramos dos Santos, lésbica morta a facadas em Maringá em 30/11/2014);
  • Willian Rangel Dorneles Moraes – na matéria foi utilizado o nome de nascimento, desrespeitando seu nome social da travesti assassinada em Maringá, em 22/10/2018);
  • Robertha Velmont Moraes, travesti encontrada morta com dois tiros na cabeça em Maringá);
  • Thiemi Oliveira, travesti campo-grandense assassinada em Maringá, em agosto/2016); entre outros casos subnotificados ou não denunciados devido aomedo das vítimas.