Prefeito anuncia que Maringá vai barrar pacientes de cidades que não cumprem decreto estadual

Por: - 28 de fevereiro de 2021
Maringá
O prefeito pediu que as forças de segurança organizem barreiras nas principais entradas de Maringá / PMM

Maringá não irá receber pacientes com Covid-19 de municípios vizinhos que não estejam cumprindo o decreto estadual que entrou em vigor no sábado (27/2). O prefeito Ulisses Maia (PSD) afirmou, neste domingo (28/2), que o município não irá atender a população de cidades em que os gestores locais estão afrouxando as medidas de combate ao coronavírus.

“Se o prefeito quer estar com sua cidade livre e com tudo funcionando, ele que arque com a responsabilidade de leitos”, disse Maia.

O prefeito pediu que as forças de segurança organizem barreiras nas principais entradas de Maringá. Nas redes sociais, ele afirmou que “ambulâncias de Cianorte, São Carlos do Ivaí e Mandaguari não estão autorizadas a entrar [em Maringá]”. Essas cidades não estariam cumprindo as determinações do decreto estadual.

Na semana passada, durante reuniões da prefeitura com diversos setores da sociedade, um alerta de empresários e médicos foi de que não adiantaria somente Maringá ter decretos rígidos se as cidades da macrorregião não tivessem medidas de contenção ao coronavírus. “A comunidade tem razão. Maringá não pode pagar a conta de outros municípios”, afirmou Ulisses Maia.

O prefeito lembrou que a sociedade aderiu ao “Pacto pela Vida”, uma campanha de conscientização sobre as consequências da Covid-19 e que destaca o trabalho intenso dos trabalhadores da saúde e das forças de segurança, que têm se desdobrado para diminuir os reflexos da doença entre os maringaenses.

“Essas pessoas que estão se sacrificando merecem respeito da nossa parte e das cidades vizinhas. Sei que os profissionais da saúde atendem a todos de forma igual, com o mesmo carinho e dedicação. Mas, os prefeitos da região têm que fazer a sua parte. Não podemos nos sacrificar mais”, disse Ulisses Maia.

Novo decreto

O Governo do Paraná anunciou, na manhã desta sexta-feira (26/2), a suspensão do funcionamento de serviços e atividades não essenciais a partir da meia-noite de sábado (27/2) até 8 de março. Com isso, apenas estabelecimentos essenciais como supermercados, farmácias, açougues, postos de combustíveis e outros poderão funcionar.

O novo decreto amplia o toque de recolher e a circulação de pessoas ficará proibida das 20h às 5h do dia seguinte. Em Maringá, a circulação de pessoas já estava restrita a partir das 21h. “Entendemos que nesses dias será possível segurar essa transmissão que está além do controle”, disse o governador Ratinho Junior (PSD).

As celebrações religiosas presenciais ficam suspensas no Estado. O governo também determinou a proibição da comercialização e consumo de bebidas alcoólicas em espaços públicos ou coletivos das 20h às 5h.

O decreto também suspende as aulas presenciais nas escolas estaduais públicas e privadas. A previsão era que o retorno das aulas presenciais ocorresse em 1º de março na rede estadual.

O governo suspendeu as cirurgias eletivas por 30 dias nos hospitais públicos e privados. Segundo o governo, a medida será adotada para assegurar o estoque de medicamento anestésico e reduzir a demanda por leitos hospitalares.

A orientação é que o trabalho presencial seja substituído pelo regime de teletrabalho. O regime de home office será adotado nos órgãos públicos estaduais.

As medidas valem para todos os municípios. No entanto, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) ano passado, os prefeitos têm autonomia para decidirem quais medidas pretendem adotar. Em Maringá, a prefeitura informou que vai seguir o decreto do governo estadual.

Com informações da Diretoria de Comunicação da Prefeitura de Maringá

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