Construção civil e indústria vão poder funcionar a partir de segunda-feira em Maringá

Por: - 8 de abril de 2020
Acordo com empresários garante volta da indústria e da construção civil ao trabalho / Reprodução Facebook Ulisses Maia

Lideranças da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), se reuniram nesta quarta-feira (8/4) com o prefeito Ulisses Maia (PDT), para discutir a volta das atividades comerciais em Maringá. Foi acordado que a construção civil e as indústrias voltem a funcionar a partir de segunda-feira (13/4).

O prefeito, em vídeo divulgado nas redes sociais, não comentou o fim das restrições, mas é aguardado para esta quinta-feira (9/4) a publicação de um novo decreto.

Nossa reunião foi muito importante e produtiva para construir a melhor estratégia de retomada gradativa das atividades econômicas da cidade! #FICAEMCASAMARINGA #maringacontracovid19 #coronavirus #economia #maringa #ulissesmaia

Posted by Ulisses Maia on Wednesday, April 8, 2020

Na reunião, os empresários propuseram ao líder do executivo uma volta gradual e imediata das atividades comerciais em Maringá.

A respeito do comércio varejista, Maia não deu uma previsão de volta, porém o presidente da Acim, Michel Felippe Soares, confia que uma nova decisão vai ser tomada em breve.

“Os empresários estão reclamando que não tem receita. Sem dinheiro fica difícil fazer a folha de pagamento para os funcionários. O prefeito falou que não depende só dele para a volta do comércio, mas precisa ser nos próximos dias”, disse Soares.

Na semana passada a Acim já havia entregue ao prefeito um cronograma para retornar as atividades comerciais na cidade. Segundo o documento, elaborado em parceria com especialistas da saúde e outras entidades, algumas atividades já deveriam ter retornado desde segunda-feira (6/4), o que foi atendido em parte pela prefeitura.

Segundo o cronograma proposto pela Associação Comercial, deveriam voltar a funcionar nesta semana atividades ligadas à industria, obras da construção civil, instituições financeiras e de crédito e serviços de retiradas e entrega de restaurantes.

O documento também pedia a volta das empresas do ramo de jardinagem, entulhos e reciclagem, comércio eletrônico, lojas de venda de alimentação, produtos higiênicos e farmacêuticos para animais, além de fornecedores de insumos para a saúde.

Também constava no pedido algumas atividades que foram liberadas por decreto municipal. É o caso das clínicas médicas e odontológicas, oficinas mecânicas, depósito de material de construção e lojas de conveniência de postos de combustível.

Outras atividades só conseguiram voltar a funcionar após decisão judicial. Fechadas desde 18 de março, quando a prefeitura decretou estado de emergência na cidade, as padarias, açougues e peixarias voltaram a normalidade na quarta-feira (1/4).

Atividades comerciais dos setores varejista e atacadista, prestadores de serviços e salões de beleza, devem reabrir nos próximos dias, avaliam os empresários. Os estabelecimentos devem seguir indicadores de saúde e obedecer ao cronograma dividido por etapas no documento.

Há ainda a recomendação para que as empresas intensifiquem as ações de limpeza, e disponibilizem álcool em gel para clientes e funcionários. Também será necessário divulgar  informações sobre a Covid-19 e adotarem medidas para evitar aglomeração.

Quando possível, a Acim recomenda que os comerciantes mantenham equipes em home office. A proposta traz também protocolos de alerta da saúde e segurança, com sugestão de medidas para cada estágio.

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