Governo do Paraná apresenta projeto da data-base aos deputados e sindicatos chamam assembleia na UEM

Por: - 10 de agosto de 2019
Cerca de 80% dos participantes da assembleia aprovaram a greve na UEM na quarta-feira (26/6) / Valdete da Graça

O Governo do Estado protocolou na sexta-feira (9/8) na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) o projeto de lei da data-base. A proposta propõe uma reposição de 5,08%, com 2% em janeiro de 2020 e o restante parcelado até 2022. Diante da apresentação do projeto, os sindicatos decidiram convocar uma assembleia na UEM.

A discussão foi convocada para a terça-feira (13/8) no Restaurante Universitário, a partir das 13h30. A assembleia unificada é composta pelo Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), Associação dos Docentes da UEM (ADUEM), Associação dos Funcionários da UEM (AFUEM) e da Seção Sindical dos Docentes da UEM (SESDUEM).

É possível que os servidores decidam pelo fim da greve deflagrada no mês de junho. A primeira proposta apresentada pelo governo foi rejeitada pelos servidores.

Depois, em meio a indefinição sobre a renovação do contrato de 104 professores temporários, o Conselho de Ensino e Pesquisa (CEP) aprovou, no dia 1 de agosto, a retomada do calendário acadêmico, que estava suspenso desde o início da greve.

Mas em meio às discussões sobre os contratos dos professores temporários, ressurgiu a discussão sobre a adesão da UEM ao Meta4. Outro ponto que inflama a discussão é a Lei Geral das Universidades (LGU), que tende a chegar à Assembleia Legislativa no segundo semestre.

Segundo o Governo do Estado, o reajuste de 2% vai representar um aumento de R$ 400 milhões na folha de pagamento do Executivo em 2020. São R$ 15 milhões a mais do que o projetado no texto anterior.

Para a aplicação do índice total do reajuste, de 5,08%, com a aplicação de uma parcela de 2% em janeiro de 2020 e mais duas parcelas, de 1,5% cada, em janeiro de 2021 e em janeiro de 2022, o impacto total sobre a folha do Executivo é calculado em R$ 2,1 bilhões.

“Constatamos que a trajetória recente da economia brasileira e o histórico dos últimos cinco anos nos traz a obrigação de sermos guardiões rigorosos do controle e do equilíbrio das contas públicas”, disse o governador do Paraná, Ratinho Junior.

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