Socióloga de Maringá é escolhida como embaixadora do Paraná em projeto nacional de Protagonismo Feminino

Por: - 13 de fevereiro de 2019
Socióloga é mestre em Ciência Sociais e Responsável pela Área de Responsabilidade Social da Unicesumar / Divulgação

A socióloga de Maringá, Francieli Muller Prado, vai representar o Paraná no time de embaixadoras do Projeto Iris, uma iniciativa que surgiu em 2016 com o objetivo de  construir um futuro para o Brasil a partir da igualdade de gênero e da liberdade do feminino. Francieli é mestre em Ciência Sociais e Responsável pela Área de Responsabilidade Social da Unicesumar.

Como embaixadora paranaense no projeto, Francieli vai ser responsável por organizar workshops voltados a resolver problemas das mulheres da região.

“Estou muito feliz em integrar um time que busca gerar impacto positivo na vida das mulheres brasileiras. Representar o Paraná nessa missão tem um significado especial pra mim, que vivencio os efeitos da desigualdade social, cultural, racial e de gênero sofridas no dia a dia, pelas mulheres em nosso país”, afirmou.

Segundo a socióloga, para trazer soluções concretas para cenário feminino é o momento de aliar a experiência com o cotidiano das comunidades aos métodos e práticas de inovação.

Francieli acredita que o projeto Iris vai democratizar as discussões e o acesso das mulheres a oportunidades de expressão, liberdade e desenvolvimento econômico, o que tende a trazer mudanças reais em suas realidades.

“O propósito do projeto é dar voz e alternativas consistentes para criação de um futuro desejável para a mulher e, ao colocar o potencial feminino no centro – vamos conseguir gerar valor e integrar novas perspectivas para enfrentar esses problemas de frente”, disse.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (ONU), o Brasil ocupa o 5º posição entre os países mais violentos em relação as mulheres no mundo.

Para Francieli “a violência doméstica, disparidade salarial, assédio e crimes de feminicídio, reforçam a desigualdade de gênero no Brasil”, considerou. Para ela, “fazer parte da organização de um projeto com o objetivo aumentar segurança e a participação da mulher é decisivo para mudar o quadro atual – que produz efeitos negativos para sociedade como um todo”, analisou.

O trabalho tem como base o design thinking, uma abordagem que usa a diversidade e a colaboração para resolver problemas complexos e entender melhor as origens da violência contra a mulher.

O projeto alcançou as cinco regiões do país e tem colaborado com pessoas de todos os gêneros a fim de criar soluções com impacto positivo imediato.

De acordo com Francieli, o projeto visa a agregar diferentes contribuições para fortalecer o alcance de melhores resultados até 2030.

“Por meio do design Thinking temos um modelo mental criativo e colaborativo para realizar encontros capazes de mapear os principais problemas e identificar as melhores formas, recursos e ferramentas para impulsionar e implementar as ações de maneira imediata. Afinal, o futuro do feminino precisa começar a ser construído já”.

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