Secretaria de Meio Ambiente identifica empresa que seria a principal responsável por mau cheiro em Maringá

Por: - 16 de janeiro de 2019
Vista aérea da empresa que seria a principal responsável por odor nas regiões norte e noroeste de Maringá / Divulgação

Em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (16/1), o secretário de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal, Ederlei Alckamim, afirmou ter identificado a empresa que seria a principal responsável pelo mau cheiro em Maringá.

As reclamações dos moradores se intensificaram a partir do mês de dezembro de 2018, com o aumento das queixas formais na Ouvidoria do Município. A partir da divulgação do caso, reclamações de moradores de mais bairros das zonas norte e noroeste de Maringá chegaram ao Maringá Post. Agora, segundo o secretário, a situação tende a ser resolvida.

Na tarde desta quarta-feira (16/1) a Secretaria de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal (Sema) anunciou o embargo das atividades de compostagem na área ampliada da Maringá Orgânicos, bem como uma notificação para que o material orgânico depositado neste espaço aberto pela empresa em outubro de 2018, seja retirado do local no prazo de 15 dias.

A identificação da empresa que seria a principal responsável pelas reclamações de mau cheiro em Maringá nas últimas semanas, foi feita pelos fiscais da Sema, que há 30 dias trabalham para combater o problema.

“Fizemos a distribuição das reclamações e isso nos levou a mapear as regiões norte e noroeste da cidade. Já havíamos afirmado que a suspeita partia de empreendimentos que são licenciados pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) como frigoríficos, indústrias e empresas de compostagem, em que a atividade causa odor”, disse.

Diante da inércia do IAP, os fiscais da Sema foram até as empresas. “Em algumas, fizemos solicitações de adequações que entendemos ser necessárias”, afirmou.

Na Maringá Orgânicos, segundo Alckamim, o tipo de odor fruto das reclamações condiz com o registrado no local. Além disso, houve uma ampliação nas atividades de fabricação de fertilizantes orgânicos no mês de outubro e, nesta área, não há uma cortina de vegetação para conter o odor.

“Foi assim que fechamos o quadro para tomar uma atitude. Na licença do IAP, não foi pedida a cortina, mas entendemos que pelas leis estaduais em vigor, é necessário ter a cortina de vegetação para cessar o odor. Diante desta constatação notificamos a empresa para que cesse de imediato a atividade e retire o material da área ampliada”, afirmou.

A empresa Maringá Orgânicos fica localizada na Estrada Santo Inácio, paralela à PR-317, que liga Maringá a Iguaraçu. A empresa fica bem próxima ao Rio Pirapó.

Alckamim informou que a empresa seria notificada nesta quarta-feira (16/1). A reportagem do Maringá Post procurou a empresa Maringá Orgânicos por volta das 17h15 desta quarta-feira (16/1). A pessoa que atendeu ao telefone informou que a empresa ainda não havia sido notificada pela Sema e, por isso, não poderia falar sobre o caso.

A Maringá Orgânicos trabalha com a compostagem para a produção de fertilizantes orgânicos. De acordo com o site da empresa, os produtos recebidos na compostagem são cinzas de caldeiras, logos de estações de tratamento de esgoto, torta de filtro, resíduos de frigoríficos, abatedouros, incubatórios e agroindústrias em geral, além de lixo de grandes geradores urbanos como shoppings, supermercados e restaurantes.

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