Relatos de mau cheiro se espalham pela zona norte de Maringá. Só em dezembro, Ouvidoria Municipal recebeu 18 queixas no 156

Por: - 19 de dezembro de 2018
Reclamações de mau cheiro se espalham por Maringá. Mapa indica queixas recebidas durante todo o ano na Ouvidoria / Divulgação

Só em dezembro, a Ouvidoria Municipal da Prefeitura de Maringá recebeu 18 queixas de mau cheiro de moradores de bairros da zona norte da cidade. São relatos de odor ruim, semelhante ao exalado pelo esgoto e por granjas de porcos.

O forte calor fez aumentar as reclamações, durante todo o mês de novembro, houve apenas duas chamadas oficiais ao telefone 156. Em todo o ano de 2018, foram 51 queixas de mau cheiro em Maringá.

Segundo a Prefeitura de Maringá, as queixas chegaram de moradores do Jardim Sumaré, do Diamante, Monte Rei, Copacabana, Herman Moraes de Barros, Vitória, Parque das Palmeiras, Imperial 2 e Jardim Licce.

Extraoficialmente, também há registros de moradores do Jardim Batel, do Alvorada 3, do Três Lagoas, do Jardim Dias 1 e 2, do Jardim Paris e do Ouro Cola.

Em meio às reclamações, a Secretaria de Meio Ambiente e Bem Estar Animal (Sema) passou a investigar quais seriam as causas do mau cheiro. A equipe de fiscalização percorreu diversos bairros do limite com Sarandi até o Jardim Olímpico.

Em conversa com os moradores, os fiscais colheram relatos de que o mau cheiro tem odor de “esgoto”. O indício que poderia ser um vazamento na rede foi descartado após a vistoria do Meio Ambiente.

Os fundos de vale foram vistoriados e também não foi encontrado nenhum descarte de resíduo orgânico ou lançamento clandestino de produtos nos córregos que pudesse ser a causa do problema.

Nos próximos dias, a Sema vai se reunir com empresas que possam contribuir com o mau cheiro e com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), órgão responsável pelo licenciamento dos empreendimentos.

O secretário de Meio Ambiente e Bem Estar Animal, Ederlei Alkamin, orienta os moradores a comunicar o problema para a Ouvidoria Municipal, no telefone 156, para auxiliar no monitoramento e identificação da causa.

“Precisamos mapear o odor, para isso é fundamental informar o horário, em qual localidade está presente e como é o mau cheiro”, explica.

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