Técnica pioneira na região usada na ponte sobre o Ivaí chama a atenção. Obra na PR-317 fica pronta em março

Por: - 8 de fevereiro de 2018
Tráfego de veículos será liberado a partir das 13h30 desta sexta-feira (Imagem/ Divulgação Viapar)

As obras da ponte sobre o Rio Ivaí na PR-317 entre Floresta e Engenheiro Beltrão têm atraído curiosos e chamado a atenção de profissionais e estudantes de engenharia. O motivo é a técnica construtiva inovadora e pouco usual, conhecida como “balanço sucessivo”, que dispensa colunas de escoramento no leito do rio.

“Nesse modelo, as obras seguem de maneira simultânea a partir de dois pilares principais de sustentação”, explica o engenheiro Antônio Clarete Valente, gerente de obras da concessionária da rodovia, a Viapar – Rodovias Integradas do Paraná S/A. A ponte deve ficar pronta em março, mas a liberação total do novo trecho só deve acontecer em junho.

As obras foram iniciadas no segundo semestre de 2016 e o custo total, incluindo a variante de 10 km paralela à PR-317, é de R$ 60 milhões. A ponte tem 280 metros de extensão e 33 metros de altura. O governador Beto Richa (PSDB), segundo a Viapar, deve participar da solenidade de inauguração.

“No modelo tradicional, com escoramentos, é preciso construir praticamente duas pontes. Com a técnica usada, há uma economia financeira e de tempo”, disse Valente. Em determinados momentos da obra, trabalharam de 50 a 100 pessoas simultaneamente.

Até 3 mil toneladas de aço na construção

A ponte, de 280 metros, tem um pilar em cada margem e outros dois suportes dentro do rio – com uma distância de 130 metros entre eles. É a partir dos dois suportes centrais que as obras da ponte vão se ‘prolongando’ simultaneamente dos dois lados, com a utilização de treliças, até que os trechos se encontrem.

Com uso de estacas de mais de 5 metros de comprimento e 1,8 metro de diâmetro, além do aterro da sustentação dos extremos com rochas que protegem contra erosão, a previsão, segundo Valente, é de que sejam gastos 3 mil toneladas de aço e 5 mil m³ de concreto.

“Para o transporte dos materiais ser possível, é necessário que a obra seja numa área navegável, com pelo menos 16 metros de profundidade. Usamos uma balsa com um guindaste para entregar os materiais nos pilares de sustentação e outros serviços importantes”, conta o engenheiro.

Obras da ponte atraem profissionais e estudantes

“Obras complexas como essa ponte e viadutos são obras-de-arte para os estudantes”, observa Valente. Para incentivar os estudantes a desenvolver cálculos estruturais, a Viapar promoveu o desafio “Ponte de Macarrão do Rio Ivaí”.  Participaram 15 grupos de faculdades da região. A equipe vencedora, da Universidade Paranaense de Umuarama, fez uma maquete que suportou 186,67 kg e ganhou R$ 2 mil.

Já visitaram as obras da ponte estudantes de engenharia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), do Centro Universitário Maringá (Unicesumar) e da Faculdade de Engenharia e Inovação Técnico Profissional (Feitep), assim como diretores do Sindicato da Construção Civil do Paraná das regiões Norte e Noroeste.

O governador Beto Richa (PSDB) esteve na obra em setembro de 2017 e a vice-governadora Cida Borghetti (PP) participou de uma vistoria técnica em março. Em janeiro de 2018, presidentes e diretores do Sindicato da Construção Civil do Paraná das regiões Norte e Noroeste também estiveram no canteiro de obras.

Tem uma dica de notícia? Fez alguma foto legal? Registrou um flagrante em vídeo? Compartilhe com o Maringá Post, fale direto com o whats do nosso editor-chefe.