Vocação Social: Expoingá retoma projeto de Ecoterapia para atender crianças com autismo

A atuação da Sociedade Rural de Maringá (SRM) pretende ultrapassar os 11 dias de feira em maio. O principal projeto para consolidar essa presença social contínua é a retomada do Centro de Ecoterapia, uma iniciativa que utiliza o cavalo como ferramenta de desenvolvimento motor e cognitivo. 

Em entrevista ao podcast Ponto a Ponto, a presidente da Rural Jovem e apresentadora oficial da Expoingá, Vanessa Vargas, detalhou como a entidade buscou recursos e infraestrutura técnica para oferecer o tratamento de forma gratuita à comunidade.

O projeto foi viabilizado por meio de um convênio com a Itaipu Binacional, permitindo a construção de uma estrutura de ponta dentro do Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro. “Nós sentíamos falta de uma vocação da Sociedade Rural para o ano todo. E a ecoterapia é algo que tem tudo a ver com a nossa essência. A gente está terminando de construir uma pista maravilhosa, uma pista coberta, com isolamento acústico”, revelou Vanessa.

Atendimento especializado e foco no TEA

A escolha pela ecoterapia não foi por acaso. Vanessa explicou que a demanda por terapias que auxiliem no desenvolvimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é crescente e o cavalo oferece estímulos que aceleram o aprendizado. “A ecoterapia é extremamente relevante, principalmente para as crianças com deficiência, crianças com autismo, naquela janela de aprendizado. O cavalo traz esse movimento que auxilia muito na cognição”, pontuou.

O novo centro terá capacidade para atender cerca de 80 praticantes por mês. A prioridade será o atendimento gratuito para pessoas em situação de vulnerabilidade, preenchendo uma lacuna importante na rede de assistência local. 

“A gente vai ter a ecoterapia de forma gratuita para as pessoas que precisam. A Sociedade Rural é uma entidade sem fins lucrativos e esse é o nosso papel: devolver para a sociedade esse carinho que Maringá tem com a feira”, afirmou a apresentadora.

Infraestrutura técnica para o bem-estar animal e humano

Para garantir a eficácia do tratamento, a gestão investiu em detalhes técnicos que minimizam o estresse tanto para o praticante quanto para o animal. O isolamento acústico da pista é um diferencial estratégico, especialmente em um ambiente que recebe grandes eventos. 

“Ter uma pista coberta e com isolamento faz toda a diferença para que a criança não se desestabilize com o barulho externo e o cavalo também trabalhe com tranquilidade”, explicou Vanessa.

O projeto de ecoterapia é visto pela diretoria como o “coração” da atual gestão, simbolizando a transição de uma feira puramente de negócios para uma instituição de impacto social. “É um projeto que me emociona muito. Ver a criança que não caminhava começar a dar os primeiros passos por causa do contato com o cavalo é o que faz tudo valer a pena”, concluiu.

Serviço

A entrevista completa com Vanessa Vargas, onde ela detalha também a estratégia de Naming Rights e a nova grade de shows, está disponível no canal do Maringá Post no YouTube.

Apresentação: Ronaldo Nezo

Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio