Negócios e Associativismo: Expoingá aposta em condições exclusivas para vencer concorrência digital

Embora a tecnologia permita que um produtor rural conheça o lançamento de uma máquina em qualquer lugar do mundo em segundos, a Sociedade Rural de Maringá (SRM) acredita que o “olho no olho” ainda é a base dos grandes negócios. Em entrevista ao podcast Ponto a Ponto, a apresentadora oficial da Expoingá 2026, Vanessa Vargas, detalhou como a atual gestão trabalhou meses antes da feira para garantir que o evento ofereça vantagens financeiras reais que o produtor não encontra na internet.

O foco foi resgatar o espírito associativista e criar uma rede de cooperação entre os expositores de maquinário e as instituições financeiras. “A gente precisa remodelar a forma como são feitos esses negócios dentro da feira por conta desses avanços tecnológicos. A gente pensou: o que a gente precisa fazer? A gente precisa conectar essas pessoas”, explicou Vanessa.

A união entre crédito e indústria: “Tudo para facilitar o negócio”

Antes do início da feira, a diretoria promoveu encontros estratégicos para alinhar as expectativas de quem vende e de quem financia. Vanessa citou jantares realizados com concessionárias e grandes cooperativas de crédito como Cresol, Sicredi e Sicoob. O objetivo foi desenhar pacotes de juros, comissionamento e descontos exclusivos para o período da exposição.

“Trouxemos as cooperativas para a gente negociar e entender o que a gente pode bolar juntos, de condições especiais para que volte a fazer sentido eu adquirir produtos dentro da Expoingá. Que eu tenha uma condição diferenciada tanto de crédito quanto de formas de pagamento”, revelou a convidada. Segundo ela, essa articulação é o que garante que a feira continue sendo um motor essencial para a economia regional, movimentando milhões em prospecções e contratos fechados.

O resgate do network presencial

Para Vanessa, a Expoingá funciona como um catalisador de parcerias, onde até concorrentes encontram espaço para a troca de experiências em benefício do setor. Ela relembrou momentos desses encontros pré-feira onde o diálogo superou a disputa de mercado.

“Aí a gente resgata esse espírito associativista, que é o grande propósito da Sociedade Rural, e a gente passa a ver concorrentes conversando e se ajudando mesmo. Tem espaço para todos nós. E quando a gente conversa, quando a gente busca experiências do outro e compartilha também, a gente multiplica”, afirmou Vanessa.

A expectativa da diretoria é que esse ambiente de cooperação se traduza em números expressivos de vendas durante os 11 dias de evento, reafirmando que a feira física continua insubstituível. “Muitas pessoas acham que a feira é só o que está aos olhos da população, mas tem gente negociando o tempo todo. Tem negócio que começa na Expoingá, mas que vai ser fechado em 90 dias, em seis meses. E esse cuidado de não deixar os negócios acontecerem de qualquer forma é o que vai fazer a grande diferença”, concluiu.

Serviço

A entrevista completa com Vanessa Vargas, onde ela detalha as mudanças na infraestrutura do parque e a nova política de preços populares, está disponível no canal do Maringá Post no YouTube.

Apresentação: Ronaldo Nezo

Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio