Mais de 80 árvores caíram após o tornado de segunda-feira (02). Além disso, pássaros, saguis e quatis se machucaram com o temporal. O processo de recuperação de fauna e flora continua no Parque desde o fenômeno, com uma equipe de biólogos, Defesa Civil, técnicos e voluntários. Por isso, o local continua fechado sem data definida de reabertura.
Segundo o Instituto Ambiental (IAM) e a Prefeitura de Maringá, o fechamento ocorre por questões de segurança, permitindo acesso apenas aos profissionais responsáveis pelos serviços.
A medida também ocorre por conta da utilização de tratores e maquinários que realizam a limpeza de plantas e galhos tombados – muitos deles, parte da reserva da Mata Atlântica. Nádia Rodrigues, diretora de biodiversidade do IAM, ressalta a importância da flora para a contenção de desastres. Segundo Rodrigues, as árvores ajudam a conter a velocidade do vento, além de amenizar o calor extremo.
Além disso, retrata o trabalho que o Instituto está fazendo para resgatar e tratar os animais feridos que vivem no Parque. Segundo Nádia, biólogos e membros trabalham desde segunda (02) para ajudar a fauna. Apesar de muitos animais conseguirem fugir a tempo, por prever os ventos fortes, algumas aves, que se escondem nas árvores, não tiveram como se refugiar. A bióloga acrescenta que não foi possível contabilizar o número de animais mortos, já que a prioridade era resgatar os feridos.
Além do ecossistema afetado por conta do tornado, o fenômeno também danificou estruturas. Entre elas, os prédios do interior do parque, banheiro, e os pedalinhos do lago, que afundaram.

Como se voluntariar
A Defesa Civil está convocando voluntários para ajudarem através da plataforma Pra Somar. Interessados podem se cadastrar através deste link. Além disso, o município alerta que não está promovendo vaquinhas solidárias nem arrecadações financeiras.








