Parque do Ingá avalia a situação da fauna após tempestade

A maior preocupação recaiu sobre as aves, que acabam sendo atingidas pela queda dos galhos e destruição dos ninhos
Foto -Rafael Macri - PMM
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Após o violento temporal que atingiu Maringá na madrugada de segunda-feira (2), o Instituto Ambiental de Maringá (IAM) trabalha na avaliação do impacto da tragédia na fauna e na flora do Parque do Ingá. A reserva florestal segue fechada por tempo indeterminado, e o IAM pede rigorosamente que a população evite o entorno do parque para caminhadas ou atividades físicas nos próximos dias.

As fortes chuvas e rajadas de vento derrubaram mais de 80 árvores, causaram sérios danos às edificações internas da reserva e afundaram os tradicionais pedalinhos no lago. Durante as vistorias de emergência, equipes técnicas e biólogos iniciaram a busca por animais feridos tanto no interior da mata quanto nos trechos urbanos do entorno.

Capivaras ilesas e resgate de urutaus

De acordo com a bióloga responsável pelo parque, Nádia Rodrigues, animais de mobilidade rápida costumam se abrigar por instinto durante eventos climáticos extremos. A maior preocupação recaiu sobre as aves, que acabam sendo atingidas pela queda dos galhos e destruição dos ninhos.

No entanto, o monitoramento trouxe alívio quanto a algumas espécies simbólicas do parque: “Consegui verificar o bando das capivaras e ele estava completo. Temos uma capivara macho solitária que tem um machucadinho nas costas, mas é algo que já acompanhávamos há dias, não decorrente do temporal. Ele estava bem e entrou no lago assim que me aproximei. Até então, as capivaras estão bem”, relatou Nádia.

Além disso, a equipe realizou o resgate de dois urutaus (aves de hábito noturno) no interior do parque. Encharcados pela chuva, os animais estavam impossibilitados de voar e vulneráveis no solo durante o dia. Após serem secos e avaliados, foram reintroduzidos na mata no período da noite. Outras aves encontradas nas vias públicas do entorno foram encaminhadas ao Instituto Água e Terra (IAT) ou avaliadas na própria estrutura do parque antes da soltura.

Filhotes de sagui e quati recebem cuidados

Com a queda maciça de árvores, filhotes de mamíferos que se dividiram de suas famílias foram resgatados nesta terça-feira. Um filhote de sagui, encontrado no interior da reserva ecológica, está sob os cuidados das equipes médica, veterinária e de biologia do próprio parque. Já um filhote de quati recém-nascido foi localizado sem a presença dos pais por perto e sem indícios de óbito dos adultos na área. Por necessitar de cuidados intensivos para garantir sua sobrevivência, o animal foi transferido para a estrutura do Instituto Água e Terra (IAT).

A equipe do Instituto Ambiental de Maringá (IAM) continua contabilizando as perdas da fauna nativa e reforça que os trabalhos de busca por animais e de desobstrução das trilhas continuarão ao longo de toda a semana.