Maringá possui pouco mais de 3,5 mil habitantes, vive do turismo, é cortada por um rio de águas cristalinas e tem um centro comercial gastronômico acolhedor. Apesar da população reduzida, o movimento cresce consideravelmente durante os fins de semana e períodos de férias. Não se trata da terceira maior cidade do Paraná, mas sim de uma bela e simpática vila na região de Visconde de Mauá, situada a mil metros de altitude no distrito de Resende, no estado do Rio de Janeiro.
A atmosfera do local se deve ao clima de montanha, às cachoeiras e às águas do Rio Preto, que divide os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Assim, a vila de Maringá possui seu lado fluminense e a parte mineira, pertencente ao município de Bocaina de Minas — basta atravessar uma ponte de pedestres para mudar de estado. A infraestrutura conta com pousadas, hotéis com lareira, áreas de camping, restaurantes e lojas de artesanato.
Como a Vila de Maringá é o coração comercial de Visconde de Mauá, ficar nela é a melhor escolha se você quer fazer tudo a pé à noite, já que ali fica a famosa Alameda Gastronômica, cheia de restaurantes, bares e lojas. A vila é dividida pelo Rio Preto: o lado do Rio de Janeiro (Itatiaia) costuma concentrar o agito e a maior parte do comércio, enquanto o lado de Minas Gerais (Bocaina de Minas) tende a ser um pouco mais residencial e tranquilo, mas a poucos passos da ponte de pedestres.
Turistas de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro frequentam a vila em busca da gastronomia local. A truta, peixe adaptado às águas geladas da região e criado de forma sustentável em criadouros abertos à visitação, é o prato principal, servida com amêndoas, alcaparras e ervas finas, acompanhada de fondues e raclettes.
Esoterismo, artesanato e história
Nas lojas do vilarejo, o artesanato é destaque. Peças em madeira, itens para cromoterapia, aromaterapia e travesseiros perfumados com macela — muito procurados para o alívio do estresse — compõem a identidade do comércio local, ao lado de roupas e tecidos trazidos do Peru e da Bolívia. A temática mística de fadas, bruxas e duendes também atrai visitantes interessados pelo turismo esotérico.
Descoberta por comunidades hippies na década de 1970, a região de Mauá consolidou sua vocação turística nos anos seguintes. A ocupação da área remonta ao início do século 20, com a chegada de imigrantes alemães, e hoje atrai desde praticantes de ecoturismo e casais em viagem até artistas e empresários.
Atrações naturais e ecoturismo
Entre os principais atrativos da região estão as cachoeiras do Véu da Noiva, Santa Clara e Maromba. A Cachoeira do Escorrega destaca-se pelo tobogã natural esculpido na pedra, enquanto o Poção do Maromba atrai banhistas para mergulhos em uma piscina natural formada entre grandes rochas.
Como chegar a partir do Paraná
Para quem deseja sair de Maringá (PR) e conhecer a homônima serrana na divisa entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais, o trajeto conta com boas opções rodoviárias:
De carro: Siga pela BR-376 e BR-116 (Rodovia Presidente Dutra) até a saída 316 em Itatiaia/Resende. Em seguida, pegue a RJ-163 até o centrinho de Visconde de Mauá e continue por cerca de 7 km na RJ-151.
De ônibus: Embarque na linha Maringá – Rio de Janeiro (Viação Garcia) e desembarque na Rodoviária de Resende (RJ) ou no Posto Graal (na Rodovia Dutra). A partir daí, utilize o transporte intermunicipal da linha Resende – Visconde de Mauá – Maringá – Maromba ou opte por serviço de táxi e transporte privativo.


























