Bancos elevam juros para financiar a casa própria

Bradesco, Itaú e Santander reajustam taxas; crédito mais caro pode dificultar a compra de imóveis
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A compra da casa própria ficou mais cara para quem depende de financiamento bancário. Bradesco, Itaú e Santander elevaram as taxas de juros cobradas em novos contratos, acompanhando a alta dos juros futuros no mercado financeiro.

As mudanças foram anunciadas ao longo desta semana e aumentam o custo do crédito imobiliário. A Caixa Econômica Federal, principal instituição do setor, ainda não informou se fará reajustes.

Quanto subiram os juros?

No Bradesco, a taxa anual de referência para a maioria dos clientes passou a 15%, mais a Taxa Referencial (TR).

No Itaú, a taxa mínima subiu de 11,99% para 12,95% ao ano, mais TR. Já o Santander elevou o percentual mínimo de 11,69% para 12,49% ao ano, também acrescido da TR.

Por que os bancos aumentaram as taxas?

A principal explicação está na alta dos juros futuros, que representam as expectativas do mercado para o custo do dinheiro nos próximos anos.

Quando essas taxas sobem, fica mais caro para os bancos captar recursos para emprestar. Esse aumento de custo pode ser repassado aos clientes.

A movimentação também reflete as preocupações dos investidores com o cenário econômico e as contas públicas.

O que muda para quem quer comprar um imóvel?

Com juros maiores, o comprador pode pagar prestações mais altas ou conseguir um financiamento de valor menor com a mesma renda.

Na prática, algumas famílias podem precisar aumentar a entrada, procurar um imóvel mais barato ou adiar a compra.

A alta também pode afetar o mercado imobiliário, pois o crédito é uma das principais ferramentas utilizadas pelas famílias para adquirir imóveis.

E a Caixa Econômica Federal?

A Caixa tem papel central no financiamento habitacional brasileiro. Por isso, a decisão do banco sobre eventuais reajustes será importante para avaliar os próximos passos do mercado.

Para quem pretende financiar um imóvel, a recomendação é comparar propostas de diferentes bancos e observar o Custo Efetivo Total (CET), que reúne juros, tarifas, seguros e outros encargos da operação.

O importante é avaliar o valor total do financiamento, e não apenas a taxa anunciada.