Apenas dois servidores da Prefeitura de Maringá pediram afastamento dos cargos para serem candidatos nas Eleições 2026

Legislação eleitoral prevê que servidores públicos, professores e ocupantes de outras funções do funcionalismo que pretendem se candidatar deixem os cargos com, no máximo, três meses de antecedência. Na Câmara Municipal, vereadores que serão candidatos a deputado não pretendem deixar os cargos.
Foto: Ilustrativa/Arquivo/PMM
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Apenas dois servidores de carreira da Prefeitura de Maringá solicitaram afastamento das funções para serem candidatos a cargos eletivos nas Eleições 2026. A informação foi confirmada pelo próprio Executivo, ao Maringá Post, nesta segunda-feira (6).

De acordo com a legislação eleitoral, ocupantes de cargos do funcionalismo municipal e outras funções públicas, como professores, delegados e policiais civis que desejam se candidatarem a cargos eletivos precisam deixar as funções, de forma temporária, com no máximo 3 meses antes do pleito, que tem 1º turno marcado para o dia 4 de outubro.

O prazo de desincompatibilização de tais funções se encerrou no último sábado, 4 de julho. O último afastamento confirmado foi publicado no Diário Oficial de Maringá da última sexta-feira (3), tratando-se da professora Grasiely Teixeira de Mello Takano, da Escola Municipal Rosa Palma Planas. O documento cita sua pré-candidatura para deputada federal. Filiada ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), ela foi candidata a vereadora de Maringá em 2024, conquistando 524 votos. O afastamento é válido até o dia 4 de outubro.

Anteriormente a ela, a então secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Olga Agulhon, deixou o cargo em abril também em razão do período de pré-campanha. Filiada ao Podemos, é um dos nomes cogitados pelo partido para uma pré-candidatura no Paraná. O tempo de desincompatibilização para o secretariado é diferente das demais funções, com prazo máximo de afastamento de 6 meses antecedentes ao 1º turno.

Na Polícia Civil e outras repartições públicas de Maringá, não há pré-candidatos que solicitaram afastamento das funções, conforme apurado pela reportagem.

Vereadores que visam Alep e Congresso Nacional não deixarão as funções

Pelos lados da Câmara Municipal, o cenário não deverá ter mudanças. Com quatro vereadores declaradamente pré-candidatos a cargos na Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados, dois deles já confirmaram que seguirão com o mandato, mesmo durante a campanha.

A legislação eleitoral não prevê a obrigatoriedade do vereador se desligar da função para a pré-campanha, embora ele tenha essa possibilidade. Os únicos ocupantes de cargos eletivos obrigados a deixar as funções para serem candidatos são chefes do Executivo (prefeitos, governadores), presidentes de Câmaras Municipais e vice-prefeitos que tenham assumido o Executivo nos seis meses que antecedem a eleição.

Professora Ana Lúcia (PDT) e Giselli Bianchini (PL), pré-candidatas a deputadas estaduais, confirmaram para a reportagem que seguirão como vereadores, sem pedir desincompatibilização. Mário Verri (PT), pré-candidato a deputado estadual e Sidnei Telles (Podemos), pré-candidato a deputado federal, foram procurados pela reportagem, mas não responderam ao contato até o fechamento desta publicação.