Presidente do Sinepe explica os critérios para acolher alunos especiais sem rebaixar o ritmo da turma

No podcast Ponto a Ponto, diretor escolar aborda a proporção necessária por classe para garantir atenção individualizada e preservar o rendimento coletivo.
Foto: VMark Estúdio / Maringá Post
Foto: VMark Estúdio / Maringá Post
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Maringá — O equilíbrio entre o acolhimento a estudantes com deficiência e o atendimento qualificado aos demais alunos da classe é um dos desafios de gestão mais delicados enfrentados pelas instituições de ensino. No podcast Ponto a Ponto, o presidente do Sinepe/NOPR e diretor escolar, Djalma da Rocha Martins, explicou a importância de observar critérios técnicos de proporção por turma para manter a eficácia pedagógica.

Conversando com o jornalista Ronaldo Nezo, Martins destacou que a dinâmica de uma sala de aula requer planejamento prévio:

“Existe uma orientação do Ministério da Saúde e da Educação: dentro de uma turma de 25 alunos, quantos com necessidades especiais você pode colocar para que os outros não sejam prejudicados? Você tem que pensar nisso também, porque muda a dinâmica da sala de aula. Você tem que ser coerente e realista sobre isso daí”, pontuou o dirigente.

Gestão com equidade e transparência

Segundo o educador, a concentração excessiva de casos complexos em um mesmo espaço físico pode comprometer o avanço acadêmico do grupo: “Geralmente tem uma tabela de proporção. Se você colocar em 20 alunos, cinco com especificidade, a régua dos outros 15 vai ter que abaixar muito. E em democracia e maioria, eu não posso atrasar o desempenho de 15 por conta disso. Tem que ter essa lógica, essa conta ser feita”.

Por essa razão, a organização das vagas na escola precisa ser conduzida com critérios rígidos e transparentes junto aos responsáveis:

“Às vezes você é procurado por uma família perguntando para o segundo ano: na turma da manhã eu já tenho o limite pedagógico preenchido, então só teria vaga à tarde. Você tem que fazer essa matemática também para ser justo com todo mundo e com o restante da turma”, concluiu Martins.

Serviço

Apresentação: Ronaldo Nezo

Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio

Assista o episódio completo do podcast no canal do Maringá Post no YouTube.