Paralisação nacional de motoboys pode afetar entregas por aplicativo em Maringá

‘Breque Nacional’ da categoria ocorre nesta segunda (31) e terça-feira (1º), com adesão de entregadores em Maringá. Motociclistas aumento na taxa mínima de entregas, reajuste no valor do quilômetro rodado e a limitação de distância nas rotas para entregadores de bicicletas.

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    Entregadores de aplicativos em Maringá aderiram a paralisação nacional da categoria, que ocorre nesta segunda (31) e terça-feira (1º) em várias capitais e cidades do interior do Brasil. A greve pode afetar serviços de entrega por delivery.

    O movimento, que ficou conhecido nas redes como ‘Breque Nacional dos Entregadores’, é coordenado por associações e sindicatos que representam os motociclistas em várias capitais. Em Maringá, são aproximadamente 5 mil motoboys registrados, com pouco mais de 3.700 contas em atividade em plataformas de entrega em apps como iFood, Uber Flash e 99 Entrega, segundo dados do Breque Nacional.

    De acordo com o representante do Breque Nacional dos Entregadores em Maringá, Paulo Aberto Junho, o objetivo é chamar a atenção para as condições de trabalho da categoria. “Nós nos unimos em uma só voz pois, às vezes, tínhamos movimentos esporádicos em uma cidade ou outra, mas não dava nada, as plataformas não viam. […] Maringá não ficou de fora e luta junto com o Brasil. Na pandemia, nós éramos essenciais, por que agora não somos? É hora de lutar, junto com o Brasil, em uma só voz”, afirmou.

    Entre as reivindicações da categoria, estão a ampliação da taxa mínima de entrega de R$ 6,50 para R$ 10, o reajuste no valor do quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50 e a limitação da distância máxima, para 3km, para entregadores que trabalham de bicicleta.

    Em Maringá, além da paralisação, os motoboys realizam protestos em alguns pontos da cidade. Nesta segunda (31), o ponto de encontro será a Praça da Catedral, a partir das 18h. As ações seguem na terça-feira (1º).

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