Vacinação dos motoboys de Maringá é solicitada à prefeitura

Por: - 22 de junho de 2021
Motoboys
Os entregadores de comida não pararam na pandemia e ainda tiveram mais serviço Foto: Marcelo Casal Jr/ABR

Os motoboys, categoria que não parou desde o início da pandemia de covid-19, ao contrário, nunca trabalhou tanto quanto nesses 14 meses, está reivindicando o direito de ser vacinada contra o coronavírus, assim como várias outras categorias.

A solicitação dos profissionais que trabalham fazendo entrega de bicicletas chegou à Câmara Municipal de Maringá por meio de uma Indicação apresentada pelos vereadores Belino Bravim (PSD)  e Paulo Henrique Biazon (PSL) e ganhou o apoio dos demais vereadores.

A reivindicação dos motoboys foi colocada desde o início da vacinação contra a covid-19, quando foram estabelecidos os grupos prioritários para receber a imunização. Na Câmara dos Deputados foi criado um Projeto de Lei que inclui os motoboys e entregadores de aplicativos como grupo prioritário.

Segundo Bravim, desde o início da pandemia os motoboys e entregadores de aplicativos, de motos, carros e bicicletas, passaram a ser ainda mais exigidos porque as famílias tiveram que ficar em casa a passaram a pedir tudo por delivery, desde lanche, remédios e até mesmo objetos para melhor aproveitar o tempo de isolamento, como livros, revistas e outros.

“Esses profissionais estão expostos ao contágio pelo coronavírus por terem que se relacionar com outras pessoas, como quem prepara o que eles levarão para entrega, quando quem vai receber, além do fato de estarem nas ruas, onde se sabe que o vírus está circulando”, defendeu o vereador Bravim.

De acordo com Biazon, os entregadores em seu trabalho ficam expostos tanto ou quase tanto quando os motoristas de ônibus, professores e outros que já foram vacinados. “Eles não tiveram a opção de se isolar”, disse Biazon. “Ao contrário, tiveram muito mais trabalho, inclusive durante a noite”.

- Quer receber as notícias no seu WhatsApp? Clique aqui.

Tem uma dica de notícia? Fez alguma foto legal? Registrou um flagrante em vídeo? Compartilhe com o Maringá Post, fale direto com o whats do nosso editor-chefe.