Tempo estimado de leitura: 3 minutos
O Governo do Estado do Paraná oficializou, nesta terça-feira (24), um investimento de R$ 1,1 bilhão destinado à rede pública de saúde.
O anúncio ocorreu durante o evento “Saúde em Movimento”, em Pinhais, e detalha a aplicação de recursos em diversas frentes, que vão desde a modernização de exames preventivos até o suporte financeiro a municípios e consórcios de saúde.
A maior parcela do investimento, no valor de R$ 650 milhões, será direcionada ao programa “Opera Paraná”. O objetivo é reduzir as filas de cirurgias eletivas no estado.
Segundo dados da Secretaria da Saúde (Sesa), o programa registrou 786 mil procedimentos em 2025, o que representa um aumento significativo em comparação aos anos anteriores.
Na área de medicina preventiva e cuidados materno-infantis, o governo anunciou duas medidas principais:
- Ultrassom Morfológico: O exame passará a ser ofertado via SUS para todas as gestantes entre a 20ª e a 24ª semana. O custo anual estimado para a universalização do serviço é de R$ 15 milhões.
- Teste do Pezinho: A triagem neonatal será ampliada, saltando de sete para 51 doenças detectadas. O investimento previsto é de R$ 67,3 milhões em um contrato de quatro anos.
Tecnologia e Atenção Primária
O pacote inclui ainda R$ 10 milhões para a implementação de um sistema de telemedicina em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), visando facilitar consultas e diagnósticos à distância.
Além disso, o projeto “Bate-Bate Coração” recebeu R$ 3 milhões para otimizar o atendimento de recém-nascidos com problemas cardíacos através do suporte remoto de centros de referência.
Para o atendimento direto nas cidades, foram destinados:
- R$ 115 milhões para o fortalecimento da Atenção Primária (Proaps).
- R$ 60 milhões para ações de vigilância e prevenção (Provigia).
- R$ 33 milhões em repasses imediatos para consórcios públicos de saúde via programa “Regionaliza Mais Paraná”.
Saúde Mental e Assistência Farmacêutica
O setor de saúde mental receberá um reforço de R$ 26 milhões para o financiamento de leitos psiquiátricos em hospitais gerais.
Já a assistência farmacêutica terá um aporte de R$ 71 milhões em 2026 para garantir o estoque de medicamentos básicos.
O governo também instituiu um programa de apoio a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), prevendo o repasse de R$ 10 mil mensais para cada equipe multidisciplinar que atue no atendimento especializado.
Por fim, o Laboratório Central do Estado (Lacen) passará por uma modernização de R$ 32,5 milhões, com a construção de novas áreas técnicas para aumentar em 30% a capacidade de análise de exames e diagnósticos de vigilância epidemiológica.








Comentários estão fechados.