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A Secretaria Municipal de Saúde de Maringá já iniciou a aplicação do implante contraceptivo Implanon em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município.
O método, oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), tem taxa de eficácia superior a 99% e é uma opção segura e de longa duração para a prevenção da gravidez, com efeito por até três anos.
Neste momento, o procedimento está disponível em cinco UBSs: Portal das Torres, Paulino, Alvorada 3, Vardelina e Zona 6. As pessoas interessadas podem procurar uma dessas unidades para receber orientações e solicitar o atendimento.
Quem procurar uma UBS que ainda não realiza a aplicação será orientada e encaminhada para uma das unidades que já oferecem o serviço. A Secretaria de Saúde informa que o atendimento será ampliado gradualmente para outras UBSs da cidade.
Maringá recebeu da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) um primeiro lote com 1.447 unidades do Implanon. Outros 37 municípios com mais de 50 mil habitantes foram contemplados nessa primeira fase da incorporação do implante contraceptivo no SUS. Veja a lista a seguir:
- Almirante Tamandaré;
- Apucarana;
- Arapongas;
- Araucária;
- Cambé;
- Campina Grande do Sul;
- Campo Largo;
- Campo Mourão;
- Cascavel;
- Castro;
- Cianorte;
- Colombo;
- Curitiba;
- Fazenda Rio Grande;
- Foz do Iguaçu;
- Francisco Beltrão;
- Guarapuava;
- Ibiporã;
- Irati;
- Londrina;
- Marechal Cândido Rondon;
- Medianeira;
- Palmas;
- Paranaguá;
- Paranavaí;
- Pato Branco;
- Pinhais;
- Piraquara;
- Ponta Grossa;
- Prudentópolis;
- Rolândia;
- São José dos Pinhais;
- Sarandi;
- Telêmaco Borba;
- Toledo;
- Umuarama;
- União da Vitória.
A previsão é de que, no próximo semestre, o método esteja disponível em todas as 22 Regionais de Saúde, ampliando o acesso ao planejamento reprodutivo em todo o Estado.
Como funciona
O Implanon é inserido sob a pele do braço e libera, de forma contínua, uma dose controlada do hormônio etonogestrel — uma versão sintética da progesterona — diretamente na corrente sanguínea. A substância impede a ovulação, de forma que os espermatozoides não encontram nenhuma célula germinativa para fecundarem.
Além disso, o hormônio atua engrossando o muco cervical, o que dificulta a passagem dos espermatozoides pelo colo do útero, e reduz a espessura do endométrio, que se torna mais fino e menos receptivo à implantação de um óvulo que porventura tenha sido fertilizado.
Por não exigir o uso diário de medicamentos, o implante oferece mais praticidade e contribui para a alta eficácia do método contraceptivo.
Após o período de três anos, o Implanon deve ser retirado e, se houver interesse, um novo implante pode ser inserido imediatamente. O método também pode ser removido antes desse prazo, e a fertilidade retorna rapidamente após a remoção.





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