Médico residente que atirou em hospital de Umuarama tinha outro alvo, apontam investigações

Profissional foi afastado e Conselho Regional de Medicina do Paraná abriu sindicância para apurar conduta

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    O médico residente preso após efetuar disparos dentro do Hospital Cemil, em Umuarama, teria como alvo outro profissional da unidade. A informação faz parte das linhas de investigação apuradas pelas autoridades.

    Segundo os levantamentos iniciais, o disparo que atingiu uma paciente de 58 anos — de raspão na cabeça — não era direcionado a ela. A mulher recebeu atendimento médico e não corre risco de morte

    Possível motivação

    De acordo com informações apuradas, o residente, de 27 anos, estaria a caminho de formalizar uma advertência por comportamento inadequado quando ocorreu o caso. A hipótese é de que ele pretendia atingir um médico preceptor da instituição.

    Outra linha investigativa considera a possibilidade de um surto no momento da ação. Até agora, no entanto, não há confirmação oficial sobre o estado de saúde mental do suspeito.

    Após o episódio, o Hospital Cemil afastou imediatamente o residente e abriu um processo administrativo interno, que pode resultar na exclusão do profissional do programa de residência.

    A instituição informou que segue prestando assistência à paciente atingida e colaborando com as investigações.

    Investigação segue

    A Polícia Civil continua apurando a motivação do crime, a origem da arma e a sequência dos acontecimentos. O caso, que gerou repercussão em Umuarama e região, segue em investigação.

    CRM acompanha o caso

    O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) informa que está acompanhando o caso e irá instaurar processo de sindicância para apurar as circunstâncias do fato ocorrido. Caso comprovada conduta violadora das regras éticas, as sanções previstas na Lei de criação dos Conselhos de Medicina vão desde advertência confidencial, podendo chegar à cassação do exercício profissional, a depender do grau de culpa e da gravidade das consequências apuradas.

    Conforme estabelece o Código de Processo Ético-Profissional (Resolução CFM nº 2.306/2022), as sindicâncias e os processos ético-profissionais tramitam sob sigilo processual, garantindo às partes envolvidas os direitos constitucionais ao contraditório e à ampla defesa.

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