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O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (Sismmar) se manifestou nesta segunda-feira (13) após a Prefeitura anunciar a suspensão temporária do decreto que previa o fim da escala 12×60 nas unidades de saúde 24 horas.
A suspensão do Decreto nº 634/2026, anunciada pela Prefeitura de Maringá nesta segunda-feira (13), foi classificada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (Sismmar) como uma “vitória da luta” dos trabalhadores da saúde.
O sindicato afirmou, em nota enviada ao Maringá Post, que a mobilização da categoria resultou diretamente na decisão, após a realização de protestos nos últimos dias e a aprovação do estado de greve contra a revogação da escala 12×60. Veja a nota na íntegra abaixo.
“Mais uma vez, a força da luta organizada mostrou seu valor”, destacou o Sismmar, ao citar manifestações realizadas em unidades como as UPAs Zona Norte e Zona Sul e o Hospital Municipal, onde servidores utilizaram narizes de palhaço e fitas pretas em sinal de protesto.
Cobranças e explicações
De acordo com a entidade, desde a semana passada vinham sendo cobradas explicações da Secretaria de Saúde sobre a legalidade, a economicidade e o interesse público do decreto. No entanto, segundo o sindicato, não foram apresentados dados concretos que justificassem a mudança.
Ainda conforme o Sismmar, a falta de diálogo e a dificuldade para obtenção de informações aumentaram a insatisfação da categoria. Em assembleia realizada no sábado (11), os servidores aprovaram por unanimidade o estado de greve.
Diante da mobilização, representantes do sindicato e da comissão da saúde participaram de uma reunião com a administração municipal na manhã desta segunda-feira (13). Segundo o Sismmar, novamente não houve apresentação de justificativas técnicas suficientes para sustentar o decreto.
Por isso, a Prefeitura informou que a suspensão da medida tem como objetivo “aprofundar a análise sobre a organização das escalas de trabalho na área da saúde”. A administração também afirmou que a decisão faz parte de uma postura de diálogo com os servidores.
Apesar disso, o sindicato afirma que chegou a rebater publicamente a nota oficial do município, alegando ausência de comprovação tanto da legalidade quanto da suposta economia aos cofres públicos.
Com a suspensão temporária do decreto, o Sismmar defende que o debate seja retomado com mais transparência e participação dos trabalhadores. A entidade também reforçou que seguirá mobilizada.
“A gestão Somos Todos SISMMAR parabeniza a categoria pela disposição de luta e reforça que é pela organização coletiva que conquistamos respeito, barramos arbitrariedades e fazemos nossa voz ser ouvida”, diz outro trecho da nota.
A proposta inicial da Prefeitura era substituir a escala 12×60 por um modelo 12×36, com a justificativa de reduzir o volume de horas extras. No entanto, os servidores argumentam que a mudança poderia aumentar a carga de trabalho e gerar ainda mais horas extras.
Agora, com a suspensão, a administração municipal deve realizar uma análise mais detalhada sobre o tema, enquanto sindicato e servidores aguardam a retomada das negociações.
Veja a nota na íntegra do Sismmar
VITÓRIA DA LUTA! Após protestos do SISMMAR e dos(as) servidores(as) da Saúde, Prefeitura suspende decreto que revoga escala 12×60
Mais uma vez, a força da luta organizada mostrou seu valor. Após a mobilização construída pelo SISMMAR junto aos(às) servidores(as) da Saúde, a Prefeitura de Maringá informou no início da tarde desta segunda-feira (13) que o Decreto nº 634/26, que revoga a tradicional escala 12×60, está temporariamente suspenso.
Desde a última semana, a gestão Somos Todos SISMMAR vinha cobrando da Secretaria de Saúde informações básicas e indispensáveis sobre a medida, como sua legalidade, a suposta economicidade anunciada, além da motivação e do interesse público envolvidos. Mesmo após ofícios, cobranças públicas e reunião realizada na sede da Saúde na última quinta-feira (9), nada de concreto foi apresentado pela administração.
A falta de diálogo, a dificuldade para agendar reuniões e a ausência de informações mínimas sobre uma medida com impactos profundos na vida dos(as) trabalhadores(as) fizeram crescer a indignação na base. Na assembleia de sábado (11), convocada pelo SISMMAR, a categoria aprovou por unanimidade o Estado de Greve. Já entre a tarde de ontem e a manhã de hoje (13), servidores(as) das UPAs Zona Norte, Zona Sul e do Hospital Municipal realizaram manifestações nas unidades, com narizes de palhaço e fitas pretas nos braços, demonstrando o descontentamento com mais esta arbitrariedade.
Diante da força dessa mobilização, o SISMMAR e a comissão da Saúde participaram de uma reunião de emergência com a administração municipal no fim da manhã de hoje. Mais uma vez, as respostas cobradas não foram apresentadas. Inclusive, o sindicato rebateu publicamente a nota oficial divulgada pela Prefeitura à imprensa, demonstrando que não havia comprovação da alegada legalidade da medida nem da suposta economia aos cofres públicos.
Frente à ausência de sustentação e ao crescimento da mobilização da categoria, a administração informou, no início da tarde, a suspensão temporária do decreto para que o debate possa ser retomado de forma mais transparente.
O SISMMAR comemora essa importante vitória, fruto direto da luta organizada e da firme mobilização dos(as) servidores(as) da Saúde.A gestão Somos Todos SISMMAR parabeniza a categoria pela disposição de luta e reforça que é pela organização coletiva que conquistamos respeito, barramos arbitrariedades e fazemos nossa voz ser ouvida.
Confira a nota da Prefeitura de Maringá
A Prefeitura de Maringá informa que decidiu suspender temporariamente o Decreto nº 634/2026 para aprofundar a análise sobre a organização das escalas de trabalho na área da saúde.
A decisão foi tomada após reunião realizada na manhã desta segunda-feira, 13, entre representantes das secretarias de Governo, Saúde, Gestão de Pessoas, Procuradoria-Geral do Município e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (Sismmar), que solicitou a suspensão da medida.
A administração municipal reforça que a decisão está alinhada à postura de diálogo adotada pelo prefeito Silvio Barros, mantendo canal aberto com os servidores e buscando soluções equilibradas para a categoria e para o serviço público.
Ao longo da tarde, vereadores da base também manifestaram apoio à medida, destacando a importância de ampliar o debate sobre o tema.
A suspensão considera os impactos na rotina dos servidores e permitirá uma avaliação mais detalhada, com foco na melhoria da organização dos serviços de saúde e no atendimento à população.









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