Homem alvo de 35 boletins de ocorrência da ex-companheira é preso em clínica de reabilitação, em Atalaia

O homem, de 41 anos, era considerado foragido da Justiça desde a semana passada, após ter tentado incendiar o carro da ex-companheira, em Maringá. Segundo a Polícia Militar (PM), acusado não ofereceu resistência a prisão.

  • Tempo estimado de leitura: 2 minutos

    O médico que é alvo de 35 boletins de ocorrência registrado pela ex-companheira por ameaça e perseguição, em Maringá, foi preso na manhã desta segunda-feira (23) em uma clínica de reabilitação, em Atalaia (a 53 quilômetros de Maringá). A informação foi confirmada pela Polícia Militar (PM).

    Daniel Fernandes Moura Júnior, de 41 anos, era considerado foragido da Justiça desde a semana passada, quando teria tentado atear fogo contra o carro da ex-mulher, em Maringá.

    De acordo com a PM, a equipe policial foi acionada após receber informações de que o suspeito, que se encontrava foragido da Justiça, estaria em uma clínica de reabilitação da cidade. De imediato, os policiais deslocaram até o local, onde realizaram a abordagem e confirmaram a identidade do indivíduo.

    Ainda segundo os policiais, o acusado não ofereceu resistência a prisão. Ele foi encaminhado para a Delegacia de Nova Esperança e, posteriormente, será encaminhado para Maringá.

    A reportagem entrou em contato com a defesa de Daniel, que se manifestou em nota. A defesa reforça que recebeu a decisão de decretação da prisão preventiva com serenidade, embora discorde veementemente de seus fundamentos.

    Segundo eles, “É imperativo recordar que o processo se encontra em fase inicial e que o Dr. goza da presunção constitucional de inocência. Os fatos serão devidamente esclarecidos no curso da instrução processual, sob o crivo do contraditório. O médico sempre esteve à disposição das autoridades e possui endereço fixo, profissão lícita e estava internado para tratamento médico quando foi preso.

    Medidas judiciais cabíveis já estão sendo tomadas para restabelecer a liberdade do profissional, visando que ele possa exercer sua defesa de forma plena e digna. Em razão da natureza da causa e para preservar a intimidade dos envolvidos, o processo tramita sob segredo de justiça, o que impede a exposição de detalhes probatórios no momento.”

    Comentários estão fechados.