Trabalhador do Paraná é preso por engano em Mato Grosso e passa 30 dias detido

Tribunal de Justiça de Mato Grosso investiga falha que resultou na prisão equivocada de Darci Rodrigues de Lima, que permaneceu detido por 30 dias antes de ser solto com habeas corpus.

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    O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) anunciou que abrirá uma apuração interna para investigar um erro que resultou na prisão equivocada de Darci Rodrigues de Lima, um trabalhador do Paraná. Ele foi detido por um mês no lugar de um condenado com o mesmo nome.

    O erro aconteceu quando o mandado de prisão foi expedido, incluindo dados do trabalhador paranaense, como CPF, RG e os nomes dos pais, em um processo que envolvia outra pessoa condenada por tráfico de drogas e homicídio.

    Darci foi preso em 26 de fevereiro de 2025, em Prudentópolis, enquanto estava em pausa para tomar água na rodoviária da cidade. Ele foi abordado por policiais e levado para a delegacia, sendo depois transferido para a Cadeia Pública. Apenas em 28 de março, após um mês, ele foi libertado com um habeas corpus.

    Em nota, a Corregedoria do TJ-MT informou que o corregedor-geral, desembargador José Luiz Leite Lindote, determinou a abertura de uma investigação para apurar as causas do erro. A corregedoria também garantiu que as responsabilidades seriam atribuídas após a apuração.

    O mandado de prisão foi expedido por engano. Segundo um documento judicial, a guia de execução penal foi direcionada à pessoa errada, apesar de ambas as partes compartilharem o mesmo nome. O juiz que analisou o habeas corpus de Darci chamou a situação de “equívoco”.

    Darci relatou o sofrimento vivido durante sua detenção. “Foi uma tristeza, dormir tudo empilhado, um por cima do outro”, disse. Sua filha, Agnes Rodrigues, também falou sobre o impacto emocional: “Ficar lá sendo inocente, cumprindo pena de outra pessoa, é bem difícil.”

    O advogado que defendeu Darci, Leonardo Alessi, descobriu o erro ao investigar o caso. Ele foi alertado por outros presos na cadeia pública e, ao acessar o processo, verificou que o erro foi cometido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

    O caso continua sendo investigado pela Justiça, enquanto Darci e sua família aguardam respostas sobre a falha judicial que causou o equívoco. As informações foram dadas pelo G1.

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