Empresários vaiam autor de projeto que muda celebração de feriado em Maringá e vereador rebate: “Não sou pau-mandado”

Grupo de aproximadamente 30 empresários acompanhou a sessão da Câmara desta terça-feira (14) e vaiou o discurso de Willian Gentil (PP) defendendo o projeto que altera a data de celebração do feriado de aniversário da cidade. Vereador ironizou grupo, criticou colegas que votaram contra e afirmou que “não pediu voto para empresários”.

  • Tempo estimado de leitura: 3 minutos

    O vereador Willian Gentil (PP) rebateu as vaias que recebeu de um grupo de empresários durante a sessão da Câmara desta terça-feira (14), quando foi votado o projeto, de autoria dele, que altera a data de celebração do feriado de aniversário de Maringá. O texto passou em votação apertada, com 11 votos a 9.

    O novo projeto fixa a 2ª segunda-feira de maio como a data de celebração. Até então, o feriado só era celebrado na segunda-feira caso o dia 10 não caísse em um domingo. A Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim) havia se manifestado contra a mudança. Alguns vereadores, que haviam sido favoráveis em primeira discussão, mudaram de voto na segunda discussão.

    Cerca de 30 empresários, presentes na Câmara, vaiaram o autor da mudança, que não recuou e seguiu defendendo a iniciativa que, conforme ele, é uma forma do trabalhador comum ter mais um dia de descanso. Em seu discurso na tribuna do legislativo, Gentil afirmou não ser “pau-mandado da Associação Comercial” e criticou os vereadores que mudaram de posição.

    “Eu queria deixar registrado aqui que o vereador Willian Gentil, quando foi pedir votos para chegar ao cargo de vereador, eu não pedi votos apenas para empresários, nem pedi benção para a Associação Comercial. Quem manda no meu mandato é o povo. Não sou pau-mandado da Associação Comercial, do Sivamar, enfim, das entidades que se posicionam contra o meu projeto. Eu sou a favor do trabalhador, aquele que levanta cedo e dá o melhor de si para que o patrão possa vender mais. Sou a favor daquela trabalhadora que fica trabalhando de operador de caixa de domingo, sabendo que deixou a família em casa para levar o sustento. Uma coisa que eu tenho que deixar bem clara é que respeito a manifestação dos colegas, mas pesquisem a última votação, há muitos ‘políticos camaleão’, que votam conforme a maré, mas aqui não, aqui tem lado”, disse.

    Luiz Neto (Agir), líder do Executivo na Câmara, criticou a postura de Gentil de questionar as mudanças de posição. Segundo o vereador, não houve orientação do Executivo sobre a proposta, o que deixaria os vereadores livres para votar da forma que gostariam. Giselli Bianchini (PL), Mário Verri (PT) e Professor Pacífico (Novo) criticaram a proposição, endossando o discurso da Acim, que estima R$ 63 milhões em perdas com o feriado na segunda-feira (11).

    Comentários estão fechados.