“A segurança não é mais o problema número um de Maringá”, afirma Silvio Barros

Em entrevista ao Maringá Post nesta quarta-feira (7), o chefe do Executivo maringaense fez um balanço do primeiro ano de mandato, admitiu que “esperava mais”, mas destacou avanços que considera importantes em diversas áreas, citando reestruturação da Guarda Municipal, contratação de novos médicos e projeto do Contorno Sul.

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    O prefeito de Maringá, Silvio Barros (PP), recebeu a reportagem do Maringá Post em seu gabinete, no Paço Municipal, na manhã desta quarta-feira (7). Em entrevista, o chefe do Executivo fez um balanço das ações no primeiro ano de mandato, que avaliou como positivo. Embora, tenha admito que “esperava mais”, Barros fez questão de pontuar avanços que ele considera importantes em diversas áreas.

    Nominalmente, Silvio citou o projeto para a duplicação em concreto do Contorno Sul, viabilizado pelo Governo do Paraná e que terá custo estimado de R$ 450 milhões, a maior obra de engenharia da história de Maringá no quesito valores. O prefeito também falou sobre as contratações de novos profissionais da saúde e da reestruturação da Guarda Municipal, onde foi afirmou que a segurança pública não é mais o principal problema de Maringá.

    “Eu acho que o balanço é positivo, bastante positivo. Eu também tenho que admitir que eu sou meio chato, eu esperava mais. Eu queria que o balanço fosse mais positivo e, de algumas áreas da Prefeitura, eu tinha uma expectativa maior. Mas eu não posso negar que o balanço foi muito positivo. Em vários setores da Prefeitura, nós tivemos resultados diferenciados, interessantes”, destacou o prefeito de Maringá.

    Entre os avanços citados, Silvio Barros deu destaque para a contratação de novos médicos e a redução na fila de procedimentos especializados, que caiu 140 mil para 72 mil em Maringá neste ano, de acordo com a Secretaria de Saúde.

    “O fato de a gente ter conseguido, no primeiro ano de governo, viabilizar um projeto de R$ 450 milhões, sem contrapartida, para duplicar o Contorno Sul, é claro que isso é positivo, muito positivo. Da mesma forma, a gente ter reduzido quase pela metade a fila de procedimentos especializados, claro, não vou negar e agradecer o convênio do Contorno Sul ao governador, a redução dos procedimentos especializados ao Ministério da Saúde. O ministro Padilha veio e colocou Maringá como cidade-piloto do programa Mais Especialistas, isso nos ajudou a ter uma entrega importante. Isso foi, obviamente, muito positivo. A gente teve redução nos índices da dengue, a gente teve avanços importantes na área da Saúde, nós contratamos mais de 200 pessoas, só Médicos foram 96, que a gente contratou para poder atender a população. Tivemos avanços importantes na área da Educação, que vamos colher em 2026. Não foi possível a gente colher em 2025, porque toda semente tem que plantar, tem um tempo para germinar, mas vamos ter bons resultados na Educação”, avaliou Silvio.

    “A segurança não é mais o problema número um de Maringá”

    Na avaliação do chefe do Executivo maringaense, a reestruturação da Guarda Municipal permitiu que a Segurança Pública, apontada como a principal preocupação dos maringaenses durante o período eleitoral, deixasse de ser o principal problema da esfera pública. Recentemente, o município aprovou uma nova alteração no estatuto da força de segurança, o segundo em menos de 1 ano, elevando o teto da corporação para 290 agentes.

    Até dezembro de 2024, a Guarda Municipal de Maringá tinha 165 servidores, entre os que estão nas ruas e operacionais. Atualmente, são 198 efetivos, com margem para contratação de mais 92.

    “A segurança não é mais o problema número um de Maringá. Quando eu assumi, era o problema mais grave apontado pela população, hoje não é mais. A gente já tem quatro módulos da Guarda Municipal implantados, funcionando nos dois distritos, um na Zona Sul, outro na Zona Norte. Reequipamos a Guarda, contratamos mais pessoal, a gente avançou bastante em várias áreas. Então, eu não posso dizer que o saldo seja negativo de jeito nenhum. Tem gente que fala isso. Mas não é possível deixar de considerar os avanços que a gente teve”, afirmou.

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