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A Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) manifestou apoio às reivindicações do setor produtivo e pediu ao governo federal ações emergenciais para socorrer produtores afetados por eventos climáticos no Paraná.
O pedido foi feito em conjunto com a Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Sistema Ocepar, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Paraná (Fetaep) e União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes-PR).
As entidades assinaram uma carta conjunta endereçada aos ministérios das Relações Institucionais, do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura e Pecuária. O documento relata prejuízos acumulados e dificuldades para quitar dívidas de custeio e investimento.
Desde 2017, o Estado enfrenta perdas sucessivas de safra. A produção de soja de 2021/22 caiu 40%, com reduções regionais de até 82%. Em 2025, temporais, ventos fortes e granizo atingiram ao menos cinco regiões, destruindo lavouras, aviários e estruturas de armazenagem.
O texto também menciona a crise no setor leiteiro, agravada pela queda no preço pago ao produtor, aumento dos custos e concorrência com produtos importados. A situação, segundo as entidades, afeta diretamente agricultores familiares.
Para o chefe do Departamento de Economia Rural (Deral), Marcelo Garrido, a sanção da Lei estadual nº 22.765/2025, que proíbe a reconstituição de leite em pó importado, representa um avanço. Ainda assim, ele reforça a necessidade de novas medidas para garantir equilíbrio financeiro às propriedades rurais.
As entidades pedem a retomada do objetivo original da Medida Provisória nº 1.314/2025, que previa recursos para amortização ou liquidação de dívidas de produtores afetados por desastres climáticos.
De acordo com o documento, a Resolução CMN nº 5.247/2025 restringiu o alcance da MP ao exigir decretos municipais de emergência e perdas mínimas de 20% em duas das três principais culturas locais, o que deixou de fora grande parte dos produtores paranaenses.






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