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O Aeroporto Regional de Maringá se prepara para um novo salto de inovação: o processo de internacionalização para aviação executiva. A proposta, já em andamento, tem como objetivo permitir que aeronaves particulares com até 12 passageiros possam realizar voos internacionais diretamente de Maringá, sem precisar de escalas em outros aeroportos.
Em entrevista ao podcast Ponto a Ponto, do Jornal Maringá Post, o superintendente Gustavo Vieira explicou que o foco é explorar um nicho rentável e pouco aproveitado no interior do Brasil — o da aviação executiva internacional.
“O aeroporto hoje é internacional de cargas, não de passageiros. Mas existe um mercado muito rentável que ainda não é explorado em Maringá, o da aviação executiva. Já dei entrada no processo de internacionalização para esse público”, afirmou.
Terminal exclusivo e operação sob demanda
Segundo o superintendente, o plano é criar um terminal específico para voos executivos internacionais, com estrutura própria para desembarque, controle aduaneiro e alfandegário.
O serviço deve funcionar três vezes por semana, de forma agendada, para receber passageiros de alto padrão com o apoio dos órgãos públicos responsáveis pelos procedimentos de imigração e fiscalização.
“A priori, abriríamos três vezes por semana — segunda, quarta e sexta —, por três horas por dia. O dono da aeronave agendaria o horário e seria atendido com os órgãos públicos fazendo o desembaraço”, detalhou.
O investimento, segundo Vieira, seria feito com recursos próprios do aeroporto, atualmente aplicados em banco, e serviria para gerar novas fontes de receita.
“Minha intenção é pegar esse dinheiro que está rendendo e investir em um terminal específico para esse público. É uma forma de rentabilizar e oferecer um serviço diferenciado”, afirmou.
Mercado de alto valor e projeção regional
O modelo de aeroportos executivos internacionais é comum em grandes centros, especialmente em São Paulo, onde instituições financeiras e grupos empresariais mantêm terminais exclusivos para esse tipo de operação.
Em Maringá, a proposta busca atrair empresas, investidores e executivos que hoje precisam se deslocar a outros estados para esse tipo de serviço.
“Nesses aeroportos, o desembaraço pode custar de 500 a 1.000 dólares por passageiro, porque é um serviço muito específico. E para quem tem uma aeronave, o custo de subir e descer é maior do que pagar essa taxa. Então é vantajoso”, explicou o superintendente.Com o projeto, o Aeroporto de Maringá se posiciona para se tornar um polo de negócios internacionais, reforçando a imagem da cidade como referência em infraestrutura e inovação no Sul do Brasil.
Serviço
O corte faz parte da entrevista completa com Gustavo Vieira, superintendente do Aeroporto Regional de Maringá, disponível no canal do Maringá Post no YouTube, no episódio do podcast Ponto a Ponto, apresentado por Ronaldo Nezo e produzido pela V Mark Estúdio.









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