Vereadores de Maringá querem que Estado garanta concorrência na disputa do leilão das rodovias da região

Assunto foi debatido durante reunião pública ocorrida na Câmara Municipal na quarta-feira (10). Parlamentares trabalham na elaboração de ofício, que será enviado ao Governo do Paraná. Leilões dos lotes 4 e 5 ocorrerão nos dias 23 e 30 de outubro, respectivamente.

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    Vereadores de Maringá trabalham na elaboração de um ofício para o Governo do Paraná, reivindicando que o Estado tome medidas para garantir que aja concorrência no leilão dos lotes 4 e 5 das rodovias do Paraná, que abrangem a região norte e noroeste do Estado.

    O assunto foi debatido durante reunião pública que abordou os contratos de concessão das rodovias, promovido pela Câmara na última quarta-feira (10), organizada pelo mandato do vereador Professor Pacífico. Conforme apresentado na audiência, há um receio de que os leilões, previstos para ocorrerem na B3 – Bolsa de Valores de São Paulo -, tenham poucos interessados.

    De acordo com o vereador Daniel Malvezzi (Novo), que também participou da reunião pública, o grupo espera colher assinaturas de todos os parlamentares. Além da concorrência, eles também querem reivindicar uma contrapartida estadual para melhorias na infraestrutura das rodovias.

    “Estamos preparando na realidade um documento para encaminhar ao Governo do Estado e também ao Governo Federal para que eles garantam que haverá concorrência na hora de fazer esse leilão dos lotes. É para que, de fato, a gente tenha a possibilidade de ter o menor preço e também se existe a possibilidade futura de que o próprio Governo Estadual ou Federal faça um aporte nos investimentos necessários, para que haja uma redução na tarifa. Então é nesse sentido, para ver quais são os caminhos para que a gente não tenha que sofrer com as maiores tarifas de pedágio do Estado do Paraná”, disse.

    O leilão dos dois lotes ocorrerá ainda este mês. O Lote 4 está marcado para 23 de outubro, enquanto o Lote 5 será arrematado no dia 30. O Lote 4 tem 627,52 quilômetros de extensão, e prevê R$ 10,8 bilhões em obras (Capex) e R$ 5,6 bilhões em conservação e serviços (Opex). São 231,96 quilômetros de duplicações, 87,11 km de faixas adicionais, 59,13 km de contornos, 39,59 km de vias marginais, 117 obras de arte especiais (viadutos e pontes), 39 passarelas para pedestres e 33,92 km de ciclovias, entre outras.

    Em Maringá a principal obra é o novo Contorno Sul, que continua a partir do trecho sendo executado pelo governo federal e segue até a PR-897 (Contorno de Marialva), em um total de 19,3 quilômetros. Ele terá três viadutos do tipo Diamante, em que há uma saída e uma entrada para a rodovia pela pista da direita em ambos os sentidos de tráfego, e no entroncamento com a PR-897 será construído também um novo viaduto do tipo Trombeta, que possui três ramos de acesso.

    Ainda no território de Maringá, está previsto um Diamante na PR-317, substituindo a rotatória com a Estrada Bravin.

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