Silvio Barros nega atrito com Estado por redução do IPVA e agradece vereadores por “encarar o desgaste” do aumento do IPTU

Em coletiva de imprensa concedida nesta sexta-feira (3), prefeito de Maringá afirmou que “assume a responsabilidade” pelo desgaste gerado pelo projeto, mas diz crer que “a população vai entender” o que o município está disposto a fazer. Silvio também reforçou que a cidade “não tem nenhuma queixa do Governo do Estado”.

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    O prefeito de Maringá, Silvio Barros (PP), voltou a agradecer publicamente os vereadores por terem aprovado, em duas discussões, o projeto de lei que reajusta a cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) na Cidade Canção. A lei foi publicada em edição especial do Diário Oficial do Município na noite dessa quinta-feira (2) e já está apta a entrar em vigor a partir de 2026.

    Em coletiva de imprensa na manhã desta sexta (3), Silvio quis deixar claro que a proposta partiu do Executivo e agradeceu a Câmara por ter “assumido o desgaste” que o projeto provocou junto ao eleitorado.

    “É uma medida bem desgastante para qualquer gestor, mas precisa ser feito dentro da nossa responsabilidade fiscal e para o cumprimento daquilo que a população vem pedindo cada vez mais. Então, a primeira coisa que eu queria fazer é deixar claro que foi uma proposta de lei do Poder Executivo, não foi do Legislativo. Então, eu quero agradecer aos vereadores que tiveram a disposição de encarar o desgaste que eles estão sofrendo para aprovar um projeto do Executivo. Então, eu acho que é justo deixar claro que os vereadores estão apoiando, mas, na verdade, nós fizemos a proposta. Foi uma análise feita pela nossa Secretaria de Fazenda para que a gente pudesse recompor o orçamento do município de maneira correta”, disse o prefeito.

    Ainda conforme o chefe do Executivo a medida, embora impopular, foi necessária para a cidade melhorar a qualidade dos serviços públicos. Ele afirma “assumir a responsabilidade”, mas crer que “a população irá entender” o que o município está disposto a fazer.

    “Também deixar claro que o nosso padrão de atendimento das demandas da sociedade é o nosso padrão. É muito cômodo dizer ‘não, não precisa fazer nada, deixa como está’, mas daí você chega numa UPA e uma senhora para poder ir no sanitário não tem uma tampa na privada, a gente tem que fechar uma escola porque a escola não tem condições de uso, ela oferece risco à vida das crianças. A gente chegar num posto de saúde e o médico está atendendo dentro do consultório porque está chovendo dentro. Esse não é o nosso padrão de atendimento.Definitivamente não é isso que a população de Maringá merece. Portanto, abrir um buraco no orçamento e ter que dar menos do que já demos até agora definitivamente não faz parte do nosso compromisso. Eu assumo a responsabilidade, eu assumo o desgaste, mas tenho certeza de que a população vai entender na sequência o que a gente está se propondo a fazer”, afirmou.

    Sem atrito com o Governo do Paraná

    Mesmo sem ser questionado sobre o assunto, Silvio Barros também aproveitou a coletiva para negar que a cidade esteja em atrito com o Governo do Paraná por conta da redução da alíquota do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), medida que implicará na queda de R$ 102 milhões em repasses estaduais para o ano que vem.

    Barros descreveu a administração estadual como uma aliada, mas ponderou a responsabilidade da Prefeitura em realizar a recomposição do caixa.

    “Em nenhum momento nós estamos reclamando do fato do governador ter reduzido o IPVA. Como que eu, cidadão, que tive o meu IPVA reduzido em praticamente metade, como é que eu vou reclamar? Então nós não estamos de forma alguma culpando o governador por nada disso. Aliás, vocês têm acompanhado todas as vezes que o governador vem aqui, ele vem trazer recursos. Então a cidade de Maringá não tem queixa nenhuma do governo do Estado. Nós não temos nenhuma objeção ou nenhuma reclamação a fazer, muito pelo contrário, só temos gratidão para com o Governo do Estado. Agora, a obrigação de recompor o orçamento é nossa. É nossa obrigação, a gente tem que dar o nosso jeito. Nós não temos como repassar essa responsabilidade para os outros. Então que fique bem claro que nós estamos buscando a solução para dar o atendimento que a população precisa”, afirmou.

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