Vereadora de Maringá defende quebra de contrato com a TCCC

jairo de carvalho
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Na manhã desta terça-feira (29), durante a sessão ordinária na Câmara de Maringá, a vereadora professora Ana Lúcia Rodrigues (PDT) defendeu a implementação da tarifa zero no sistema de transporte coletivo da cidade.

A pauta da mobilidade adquiriu ainda mais destaque a partir de uma pesquisa de satisfação dos usuário do transporte coletivo, que é realizada pela Agência Maringaense de Regulação (AMR), entre os dias 29 e 31 de agosto.

Segundo a prefeitura, o objetivo da pesquisa é verificar a qualidade do serviço oferecido pela concessionária Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) e fiscalizar o contrato de concessão.

No plenário da Câmara, a vereadora Ana Lúcia expressou sua preocupação com os problemas frequentes causados pelo atual contrato de concessão e defendeu que a quebra do contrato seria a melhor solução.

“Eu espero mesmo que a prefeitura encontre uma solução para esse contrato. De preferência, a quebra dele. Somente quebrar o contrato é que resolveria problemas gravíssimos que estão contidos nele”, argumenta Ana Lúcia.

Para a vereadora, os interesses dos usuários nunca estiveram em primeiro lugar. Desde o início do processo de licitação em 2011, o contrato estabelecia garantias excessivas à empresa concessionária que seria vencedora do certame. Além disso, o critério de “menor preço” não foi considerado como fator de concorrência.

Enquanto o serviço de transporte público não assegura qualidade aos usuários, a empresa TCCC ainda tem a garantia de lucratividade, que está no contrato. Segundo a vereadora Ana Lúcia, no ano passado, a prefeitura repassou R$ 66 milhões para a TCCC, a título de garantia do lucro.

“A única garantia que nós vemos ser assegurada é a lucratividade da empresa. Então, é preciso, de fato, regular o serviço de forma mais eficiente”, enfatiza.

Ana Lúcia Rodrigues reforçou sua proposta de tarifa zero como forma de reverter esse cenário. Ela argumentou que os recursos utilizados para ressarcimento à empresa poderiam ser direcionados para proporcionar um serviço de qualidade à população, sem a necessidade de cobrança de tarifas.

A vereadora enfatizou a importância de uma regulação eficiente do serviço, visando a garantia de um transporte público de qualidade e acessível a todos os cidadãos.

Foto: Divulgação


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