Arcebispo de Maringá diz que envolvimento de padres na política vai ser punido com suspensão das atividades

Por: - 1 de setembro de 2020
Dom Severino Clasen era bispo diocesano de Caçador (SC) / Agência Comunidade

Por meio de nota divulgada no site da Arquidiocese de Maringá, o arcebispo Dom Severino Clasen reafirmou a proibição do envolvimento de padres na campanha política. A regra se estende a diáconos permanentes.

Dom Severino já havia alertado aos padres na Missa do Crisma.

Veja abaixo o que diz a nota oficial.

Considerando o que dispõe a Tradição e ordena o Magistério da Santa Igreja a respeito da identidade sacerdotal, consignada nas sábias e precisas Normas do Código de Direito Canônico; considerando também a Declaração dos Bispos do Regional Sul 2 em data de 16 de março de 2016, assim como as inúmeras orientações de meus antecessores, reafirmo que:

“Os pastores, uma vez que devem preocupar-se com a unidade, despojar-se-ão de toda ideologia político-partidária que possa condicionar seus critérios e atitudes” (Puebla, 526).
“Os clérigos se abstenham completamente de tudo o que não convém ao seu estado, de acordo com as prescrições do direito particular…; são proibidos de assumir cargos políticos que impliquem participação no exercício do poder civil” (cân. 285 §1 e 3).
Portanto, de forma fraterna, mas determinada, venho pela presente Nota dizer que os ministros ordenados, que atuam na Arquidiocese de Maringá, estão proibidos de:

Filiar-se a partidos políticos (cân 287 §2);
Pré-Candidatar, Candidatar e Disputar a cargos eletivos (cân 285 §3);
Participar de atividades político-partidárias ou cargos públicos remunerados;
Usar ou disponibilizar qualquer espaço físico da paróquia para apoiar candidatos ou partidos políticos;
Usar ou disponibilizar dos meios de comunicação da paróquia para apoiar candidatos ou partidos políticos;
Suspenderei do exercício das sagradas ordens aquele, que por decisão própria, contrariar essa proibição. A suspensão compreende o total afastamento do ministério sacerdotal ou diaconal e o retorno à vida pastoral após o mandato e/ou a desobediência não será automático.”

Durante o ano de 2019, se cogitou a possibilidade de um padre ser o candidato a prefeito do PT de Maringá, o que não se confirmou.

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