Por 4 a 1, vereadores decidem arquivar análise sobre atuação da PM no Carnaval não autorizado de Maringá

Por: - 12 de março de 2019
Reunião da Comissão de Direitos Humanos que decidiu pelo arquivamento / Divulgação CMM

Por 4 votos a 1, os vereadores que integram a Comissão Extraordinária Permanente de Direitos Humanos, Cidadania e Minorias decidiram arquivar o pedido de análise sobre a atuação da PM no Carnaval não autorizado de Maringá.

A ação da Polícia Militar, juntamente à Guarda Municipal e a Secretaria de Mobilidade Urbana no sábado 2 de março, em meio ao Carnaval, quando vários jovens passaram por revistas e foram orientados a não permanecer nos arredores do Estádio Willie Davids, foi questionada pela Rede Nacional de Advogados Populares (Renap).

Em reunião no começo da tarde desta terça-feira (12/3), na Sala de Comissões, da Câmara de Maringá, com a presença de advogados que assinaram a denúncia, a maior parte dos integrantes da Comissão de Direitos Humanos entendeu que não houve provas sobre um suposto abuso na atuação da PM no Carnaval.

Segundo informações da assessoria de imprensa do Poder Legislativo, os vereadores Alex Chaves (PHS) e Professor Niero (PV) disseram ter conferido in loco a ação policial, não verificando irregularidades. Durante a sessão ordinária na manhã desta terça (12/3), o Professor Niero já havia afirmado ser favorável ao arquivamento imediato da denúncia.

O vereador Sidnei Telles (PSD), que também votou pelo arquivamento, entendeu que não havia documentação suficiente para comprovar a denúncia feita pela Renap. Vereador do PPS, Flávio Mantovani também foi contra e argumentou que houve uma preocupação maior das forças de segurança com o Carnaval não autorizado em razão de problemas registrados nos festejos do pré-Carnaval.

A ação da Polícia Militar e da Guarda Municipal nas proximidades do estádio foi articulada depois do prefeito de Maringá Ulisses Maia (PDT) anunciar o cancelamento do Carnaval de Rua de Maringá e grupos começarem a se articular pelas redes sociais para fazer uma festa no estacionamento do Willie Davids.

Único favorável à continuidade da análise sobre os episódios, o presidente da Comissão de Direitos Humanos Carlos Mariucci (PT) sugeriu aos denunciantes que possam apresentar, posteriormente, elementos mais consistentes para eventual avaliação dos vereadores.