Dos seis vereadores de Maringá que são candidatos a deputado estadual, dois aumentaram seus bens, três disseram ao TSE que diminuíram e um continua sem nada

Por: - 30 de agosto de 2018
Locais de instalação de "corredores seguros" devem ser definidos depois de publicação da lei. (Imagem/CMM)

A Câmara de Maringá tem seis vereadores que concorrem a uma cadeira da Assembleia Legislativa do Paraná e estão registrados no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre eles, o mais rico é Do Carmo (PSL), com patrimônio de R$ 661.157,78. O montante é 10% maior do que declarou em 2016. Odair Fogueteiro (PHS) é o mais pobre, com R$ 13.457,19 em bens – de 2016 para cá, ele informou que perdeu quase R$ 50 mil.

Fogueteiro não é o único que teve o patrimônio reduzido, de acordo com as informações disponíveis no site do TSE. Fávio Mantovani (PPS), que é o segundo mais rico da lista, com R$ 165.202,00 em bens, perdeu mais de R$ 90 mil desde que elegeu vereador. Mário Verri (PT) é o terceiro mais rico, com bens avaliados em R$ 144.656,00. Seu patrimônio aumentou 11% em dois anos.

Homero Marchese (Pros) é o quarto da lista com patrimônio declarado de R$ 95 mil. Comparado com as eleições municipais que lhe proporcionaram uma cadeira na Câmara de Vereadores, quando declarou ter R$ 105.396, os bens de Marchese sofreram uma redução de 9%.

Belino Bravin (PP) não tem nenhum bem cadastrado. Das outras cinco eleições que concorreu, ele só declarou em 2006 quando era candidato a deputado estadual. Ironicamente, naquela ocasião, Bravin disse não ter bens a declarar.

(Imagem/Pólen Comunicação)

1º – Do Carmo (PSL)

Do Carmo (PSL), que concorre na coligação “Endireita Paraná” (PSL/PTC e PATRI), o mais rico entre os vereadores candidatos, declarou patrimônio de R$ 661.157,78. Na última eleição que disputou e foi eleito vereador, Do Carmo declarou R$ 600.535 em bens.

Entre os bens declarados neste ano, estão três empréstimos feitos a terceiros que somam mais da metade de todos os bens do candidato, no valor de R$ 351.400,00. Só para uma única pessoa, Do Carmo disse ao TSE ter emprestado R$ 300 mil.

Do Carmo declarou também um lote de terra no Villagio Bourbon em Maringá de R$ 158.885,00 e duas participações em quotas. Uma delas em uma empresa chamada “Braz Carmo”, de R$ 250,00, e “Alves Avelar e Rogério do Carmo”, de R$ 10 mil. O candidato também disse ter R$ 15.622,78 em conta corrente e R$ 125 mil em bens diretos especificados como “Caixa, 105 – Brasil”, o que não tinha em 2016.

Quando concorreu nas eleições municipais em 2016, além do lote de terra, das participações societárias e de um empréstimo de R$ 26.400,00 Do Carmo tinha R$ 350 mil em dinheiro em espécie e um veículo Peugeot de R$ 55 mil.

(Imagem/Pólen Comunicação)

2º – Flávio Mantovani (PPS)

Flávio Mantovani, que concorre a deputado estadual pelo PPS, que formalmente não integra nenhuma coligação, declarou patrimônio de R$ 165.202. Comparado com 2016, Mantovani perdeu mais de R$ 90 mil em bens. Quando foi eleito ele declarou patrimônio de R$ 256.750.

Entre os bens listados nesta eleição estão quatro veículos: Um modelo Toyota de R$ 44.848, um Honda de R$ 14.385, uma Kombi de R$ 10.057 e outro não especificado de R$ 5.578. Além disso, Mantovani também diz ter um terreno na Avenida Paranavaí, em Maringá, avaliado em R$ 60 mil.

O candidato declarou quotas ou quinhões de capital de R$ 334 na empresa “Mantovani e Advogados Associados” e R$ 30 mil em dinheiro em espécie.

De 2016 para cá, Mantovani deixou de ter Toyota Corolla de R$ 58.548 e as quotas ou quinhões de R$ 63 mil que tinha na empresa “J.F. Mantovani Marketing Eireli”. Porém, ele não tinha os R$ 30 mil em espécie deste ano.

(Imagem/Pólen Comunicação)

3º – Mário Verri (PT)

Concorrendo pela coligação do Partido dos Trabalhadores, Mário Verri declarou patrimônio de R$ 144.656,00. Há dois anos, Verri dizia ter R$ 129.500,00 em bens.

A única diferença nos bens de Verri comparando as duas listas do PSE, é que o vereador passou a ter, este ano, R$ 15 mil em espécie. Os outros bens do patrimônio do candidato continuam iguais e com o mesmo valor.

Entre os bens estão um terreno de R$ 15 mil em São João do Cauiá e meio terreno no distrito de Floriano,  de R$ 30.500,00. Verri também declarou uma construção em alvenaria em São João do Caiuá, de R$ 36 mil, e veículo Tucson de R$ 48 mil. Além disso, o candidato informou ao TSE ter R$ 156 em conta corrente bancária.

(Imagem/Pólen Comunicação)

4º – Homero Marchese (Pros)

Homero Marchese concorre a uma cadeira na Assembleia Legislativa pela coligação “Unidos Pelo Paraná”, composta pelo Pros, PMB e PMN. Desde a eleição de 2016, Marchese perdeu patrimônio. Neste ano ele declarou bens que somam R$ 95.961,39, contra R$ 105.396,97.

Entre os bens deste ano, estão uma casa de R$ 16.567,11, quotas ou quinhões de capital de R$ 19 mil em uma sociedade de advogados e de R$ 1.898,00 em uma empresa de alimentos. Além disso, ele informou ter R$ 1.878,59 em conta corrente, uma casa por sucessão de R$ 1.425,00 mil, um Golf de R$ 46 mil e leasing de R$ R$ 9.192,69.

Além dos bens declarados neste ano, Marchese tinha partes de um terreno em Mococa (SP) no valor de R$ 1.425 e R$ 9.060, respectivamente. Ele também havia declarado fundos de investimento em dois bancos, de R$ 6.334,63 e R$ 5.142,23.

O vereador entrou em contato com o Maringá Post na noite desta quinta-feira (30/8) para justificar que as casas avaliadas por R$ 16 mil e R$ 1,4 mil, que declarou, se referem a frações de 1/6 no primeiro imóvel e 1/147, no segundo. Ele informou que são bens frutos de herança e disse que o sistema TSE não permitiu fazer a declaração por fração.

(Imagem/Pólen Comunicação)

5º – Odair Fogueteiro

Odair Fogueteiro (PHS), que concorre na coligação PRB, PHS, PR e Avante, declarou bens no valor de R$ 13.457,19. A quantia é bem menor do que informou ao TSE em 2016.  Naquela ocasião, disse que tinha R$ 62.561,00.

Neste ano, Fogueteiro informou ter duas contas poupanças, uma com R$ 263,50 e outra com R$ 659,69. O candidato também tem participações societárias de R$ 3.061,00 e R$ 9.500,00 em comércios de fogos.

Em 2016, as sociedades do vereadores estavam com o mesmo valor. Fogueteiro também não tinha as poupanças, porém informou ter R$ 30 mil em dinheiro em espécie e um veículo de R$ 20 mil.

(Imagem/Câmara de Maringá)

6º – Belino Bravin

Belino Bravin concorre pelo PP na coligação “Paraná Firme” a uma cadeira da Assembleia Legislativa do Paraná. Ele não tem nenhum bem cadastrado no site do TSE.

Nas outras cinco eleições que disputou, Bravin nunca declarou bens. A exceção foi em 2006 quando era candidato a deputado estadual e declarou não ter nenhum bem.

  • Reportagem atualizada às 22h30 desta quinta-feira (30/8) com justificativas do vereador candidato Homero Marchese sobre os valores declarados em parte dos imóveis. 

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