Licitação para contratar segurança privada na Câmara de Maringá esbarra em erros das empresas participantes. Pregoeiro dá prazo para correção de falhas

Por: - 16 de junho de 2018
Sessões da Câmara de Maringá terão segurança armada (Imagem/CMM)

Quatro empresas apresentaram propostas de preço na manhã de sexta-feira (15/6), dentro do processo licitatório aberto para contratar segurança privada para a Câmara de Maringá. Porém, o pregoeiro responsável desclassificou todas participantes por falhas nas propostas de preços.

De acordo com a Comissão de Licitação da Câmara de Maringá, o credenciamento de documentos está correto, mas as empresas apresentaram erros de cálculo e não especificaram os valores unitários exigidos no edital.

A licitação tem valor máximo de R$ 149,2 mil e dos 17 postos de guarda previstos, onze terão homens armados. O contrato é para um ano e o custo mensal não pode ultrapassar R$ 12,4 mil.

Com base no artigo 48, inciso terceiro, da Lei Federal nº 8.666/93, as empresas terão a oportunidade de corrigir as falhas. O pregoeiro abriu prazo de oito dias úteis e uma nova reunião foi agendada para quarta-feira (27/6).

A empresa Tácito Perseg Segurança Privada, de Paranavaí, propôs o valor de R$ 149,2 mil, mas não apresentou declaração que comprove que os valores apresentados englobam todos os custos operacionais, o lucro, frete, seguros, tributos e outras despesas.

Para corrigir os erros, a empresa deve apresentar planilha de formação de custos e a convenção coletiva que embasou a proposta.

A empresa maringaense Ingá Vigilância apresentou proposta de R$ 129,6 mil, mas deve corrigir os valores unitários que não constavam no envelope.

No item que prevê dois postos de vigilância armada para as sessões semanais da Câmara, a empresa apresentou R$ 3,3 mil no campo valor total por unidade e no valor total por mês, deixando de especificar o valor unitário.

A Dinamus Serviço de Segurança Privada, de Maringá, apresentou proposta no valor de R$ 138, 8 mil, mas não tinha o contrato de convenção coletiva que embasou a proposta.

A participante também deverá corrigir o item que prevê a contratação de segurança desarmado e as planinhas de custos e formação de preço.

O edital prevê que o segurança seja contratado por até R$ 30,48 a hora, mas a proposta apresentada ultrapassou o valor e foi registrada em R$ 31,34 por hora.

A empresa maringaense Kamillus Segurança apresentou proposta de R$ 141,5 mil. Porém,  não tinha contrato de convenção coletiva e propôs valor superior ao máximo permitido no edital.

Segundo a Comissão de Licitação da Câmara de Maringá, os “erros são sanáveis” e as empresas não podem modificar o valor das propostas apresentadas. Exceto, nos casos em que os erros estejam nos valores apresentados.

Tem uma dica de notícia? Fez alguma foto legal? Registrou um flagrante em vídeo? Compartilhe com o Maringá Post, fale direto com o whats do nosso editor-chefe.