Erros de projeto fazem preço das obras de fundação do Terminal Intermodal de Maringá saltar de R$ 24,3 milhões para R$ 28,8 milhões, diz secretário Marcos Zucoloto

Por: - 16 de abril de 2018
Com maioria das obras subterrâneas, ainda é possível ver pouco do futuro terminal intermodal / Divulgação PMM

As obras de fundação do Terminal Intermodal de Maringá, contratadas em julho de 2016 por R$ 24,395 milhões, com os reajustes contratuais e aditivos já chegaram a R$ 28,814 milhões. No dia 12 de abril deste ano, foi repactuado entre a Sial Construções Civis Ltda, vencedora da licitação, um aditivo de R$ 711,7 mil.

Os reajustes contratuais, que as empresas têm direito de pedir uma vez por ano e são pagos conforme a obra é executada, somados aos aditivos, somam R$ 4.418 milhões. Apenas em 2017 foram seis repactuações, sendo duas de prorrogação de prazos, no total de 390 dias, e quatro financeiras, chegando a R$ 3,777 milhões.

Este ano, foram mais três repactuações contratuais, duas relativas à reajustes contratuais e um aditivo de R$ 711,7, que somam R$ 847.927,27. Até o momento, segundo o Portal da Transparência, 20,53% do contrato relativo às obras de fundação foram executados pela Sial.

Sondagem de solo e linha de alimentação da Copel

O secretário de Obras Públicas, Marcos Zucoloto, disse nesta segunda-feira (16/4) que a elevação dos custos se deve a dois erros de projeto. O primeiro em relação à sondagem do terreno, que levou aos aditivos de 2017, e o segundo em relação à linha de alimentação de energia da Copel.

Zucoloto disse que a sondagem do terreno inicial previa que com 18 metros de profundidade se encontraria “solo impenetrável, bom para as fundações da obra. Mas essa qualidade de solo está a 28 metros de profundidade e com 24 metros começou a jorrar água”.

O erro provocou, conforme o secretário, uma mudança de método para se construir as fundações: “Primeiro, a profundidade quase dobrou, e a técnica de ‘tubulação à céu aberto’ foi substituída por estacas concretas com adição de polímeros, que aumentaram os preços”.

Outro “equívoco de projeto”, segundo Zucoloto, foi não ter sido previsto a localização da fiação da Copel, “que está exatamente onde será o piso da subestação sul do terminal”. O desvio dos cabos da companhia gerou a necessidade do último aditivo, de R$ 711,7 mil, equivalente a 2,92% do valor do contrato inicial.

Também já foi realizada e homologada, em fevereiro deste ano, a licitação para as obras metálicas e cobertura do terminal. A vencedora foi a Salver Construtora e Incorporadora Ltda, com a proposta de R$ 22,222 milhões. A licitação previa um preço máximo de R$ 26 milhões.

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