Promotoria de Rolândia abre inquérito civil para apurar atuação de advogado de Homero Marchese na Comissão Processante

Por: - 19 de fevereiro de 2018
Advogado Valter Akira e vereador Homero Marchese em reunião da Comissão Processante / Câmara de Maringá

A promotora Lucimara Salles Ferro, que atua na Comarca de Rolândia, instaurou inquérito civil para apurar a atuação do advogado de Homero Marchese na Comissão Processante (CP). Lucimara abriu o inquérito após receber informações da Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público de Maringá.

A investigação tem o objetivo de verificar se houve irregularidades na atuação em advocacia particular por Valter Akira Iwazaki, que é procurador jurídico da Câmara Municipal de Rolândia.

O questionamento inicial sobre a regularidade da atuação em advocacia particular por Iwazaki se deu nas primeiras oitivas da CP que verifica se houve ou não quebra de decoro parlamentar por Marchese. Atualmente, o processo se encontra suspenso por decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná.

Advogado de Homero nega irregularidades

Procurado na tarde desta segunda-feira (19/2), o procurador jurídico da Câmara Municipal de Rolândia afirmou que não há irregularidades. Ele afirmou que já foi ouvido pela promotora Lucimara Salles e acredita que o parecer do Ministério Público (MP) será pelo arquivamento do caso.

Oficialmente, o inquérito foi aberto no dia 17 de janeiro de 2018, mas a minuta do MP sobre o caso foi publicada na edição desta segunda (19/2) do Diário Oficial do Estado do Paraná.

“Em regra não tem irregularidade, mas ainda aguardo um despacho e acredito que será arquivado”, afirmou Iwazaki. Segundo o procurador jurídico, que ocupa cargo em comissão e tem carga horária de 30 horas semanais, também há um entendimento da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de que é possível exercer a advocacia privada.

“Outro fato é que a procuradora jurídica anterior (da Câmara de Rolândia) também havia passado por este tipo de situação”, afirmou. Segundo o advogado, o caso da antecessora restou arquivado pelo Ministério Público. “Não vejo irregularidades”, ressaltou.

Em Maringá, Valter Akira Iwazaki, atuou como advogado de Homero Marchese em todas as reuniões da Comissão Processante.

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