Governo cobra adesão da UEM e UEL ao Meta-4 e sugere não pagar os salários de janeiro. Já há ameaça de greve

Por: - 23 de janeiro de 2018

Com a adesão de mais três instituições estaduais de ensino superior ao Meta-4, agora apenas a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e a Universidade Estadual de Londrina (UEL) resistem à determinação do governo do Paraná, que ameaça não efetivar o pagamento dos salários de professores e servidores dessas duas universidades em janeiro.

A reitoria da UEM recebeu, nesta segunda-feira (22/1), ofício da secretaria estadual da Fazenda cobrando o ingresso da instituição no Meta-4, sistema de controle financeiro que gerencia a folha de pagamento de todos os órgãos públicos do Estado. Na sexta-feira (19/1), a UEPG, Unioeste e Unicentro decidiram enviar as informações pendentes ao governo estadual.

O secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, na segunda-feira fez novo alerta aos reitores da UEM e da UEL. Disse que “os gestores das duas instituições ainda resistem às determinações legais que exigem a adesão à plataforma. Desde 2012 o Estado tem insistido sobre a necessidade de que elas incluam o pagamento dos servidores no Meta-4”, disse.

Acrescentou que “não sabemos se será possível, até o dia 31, devido ao atraso no envio das informações, processar a folha de janeiro dessas instituições no prazo”. Segundo Mauro Ricardo Costa, “é uma decisão equivocada dessas duas reitorias e que terá impacto em todos os servidores dessas universidades”. Há, portanto, o risco de 10 mil servidores ficarem sem receber.

Universidades dizem estar em alerta

Em Londrina, o presidente da Assuel – Sindicato dos Servidores Públicos Técnico-Administrativos da UEL, Adão Brasilino, disse que se não houver o pagamento dos salários de janeiro, os servidores e professores vão entrar em greve.

Na página do Facebook do Sindiprol-Aduel (Sindicato dos Professores de Londrina -Associação dos Docentes da UEL), a última postagem sobre o assunto diz que “tanto a UEL quanto a UEM continuam defendendo na Justiça a autonomia das universidades conforme previsto em lei, o que coloca qualquer ação do governo para complicar a realização dos pagamentos em situação de ilegalidade”.

Acrescenta que “a diretoria do Sindiprol-Aduel está alerta, acompanhando as negociações das administrações com o governo e informa a todos os docentes que a entidade deve marcar assembleia para os últimos dias de janeiro, quando a situação dos salários estiver mais clara”.

Já o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Superior de Maringá, José Maria de Oliveira Marquês, negou-se a dar entrevistas ao Maringá Post. Alegou que suas declarações, em entrevista anterior, “foram deturpadas. Só falaram mal da gente. Desculpe, mas tomei a decisão de não dar entrevistas ao site”.

O reitor da UEM, Mauro Baesso, segundo a assessoria de comunicação da instituição, só vai se pronunciar sobre o ofício do secretário da Fazenda após análise da procuradoria jurídica da instituição. Na tarde desta terça-feira (23/1), a assessoria disse que “assim que houver uma posição, a reitoria fará a divulgação”.

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