Tempo estimado de leitura: 5 minutos
A jornalista e pré-candidata ao Senado pelo Paraná, Cristina Graeml (União Brasil), foi a entrevistada do episódio mais recente do podcast Ponto a Ponto, do Maringá Post. Na conversa conduzida por Ronaldo Nezo, ela analisa sua trajetória de quase três décadas na comunicação. Ela relembra a saída da televisão. Detalha sua consolidação no jornalismo digital de opinião. E traça seus planos políticos para as eleições de 2026.
Com mais de 390 mil votos no segundo turno das eleições municipais de Curitiba em 2024, Cristina alcançou 42% dos votos válidos. Ela disputou o cargo sem tempo de televisão. Fez a campanha por um partido pequeno. Apoiou-se no engajamento orgânico das redes sociais.
ASSISTA AOS ÚLTIMOS EPISÓDIOS DO PONTO A PONTO:
- Marcel Bortolanza fala sobre milhas, pontos e uso inteligente do cartão de crédito no Ponto a Ponto;
- Mário Verri critica gestão de Maringá, fala sobre 40 anos no PT e projeta eleição de 2026 no Ponto a Ponto;
- Bruna Macedo Ribeiro: da Capodarte à Ventri, a empresária homenageada com o Prêmio ACIM Mulher 2026 fala sobre empreendedorismo, marketing e liderança feminina;
Durante a entrevista, ela comentou sua transição profissional. “Eu percebi em determinado momento que o jornalismo estava mudando no mundo inteiro. Não gostei muito dos rumos”, afirmou. O diagnóstico de esgotamento profissional, o burnout, acelerou sua saída da mídia tradicional em 2016. Ela migrou para o digital. Atuou na Gazeta do Povo e na Jovem Pan. “Fui para o lado do povo”, pontuou.
Pautas conservadoras e oposição ao PT
A polarização política dominou parte da conversa. Cristina assumiu uma postura clara. “Eu sou conservadora. Defendo a vida desde a concepção. Defendo a família. Defendo as nossas liberdades”, declarou.
Ela criticou duramente o atual governo federal. Reafirmou sua oposição ao Partido dos Trabalhadores. A pré-candidata traçou uma linha divisória inegociável sobre o aborto. “O PT não permite que nos seus quadros fiquem os não-abortistas”, disse. Ela relatou informações de bastidores sobre expulsões no partido por divergências nessa pauta. “A esquerda defende a morte de bebês no ventre das mães. E a direita defende a vida no ventre materno.”
OUÇA O PONTO A PONTO NO SPOTIFY
A jornalista também questionou o ativismo judicial. Ela classificou o cenário atual como uma “ditadura de toga”. Defendeu a anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro. “Classifico todos como presos políticos”, afirmou.
Um projeto municipalista para o Senado
Apesar do forte tom ideológico, Cristina Graeml apresentou um foco prático para o Senado. Ela viaja pelo Paraná desde fevereiro do ano passado. Seu objetivo é visitar os 399 municípios até a eleição.
Ela explicou como pretende atuar em Brasília. “Verei quais são os problemas da população local. Quero ver como eu, no Senado, posso ser uma porta aberta para o prefeito e o vereador”, disse. A proposta é auxiliar as cidades na elaboração de projetos técnicos. Isso facilita a captação de verbas federais.
A candidata separou a ideologia da função pública. “A conversa vai ser como a picanha vai chegar mais cara na sua casa. O que o senador pode ajudar.” Ela garantiu que dialogará com o governo federal – ainda que Lula seja reeleito – para atender o Paraná, independentemente de quem ocupe a presidência.
Fundo eleitoral e os custos da campanha
Cristina criticou o modelo atual de financiamento político. Ela se declarou contra o uso do fundo eleitoral. Lembrou das dificuldades de sua campanha em Curitiba. Enfrentou adversários com orçamentos milionários.
“Eu percorri 22 mil quilômetros dentro de Curitiba. Dei meia volta ao mundo. Eu tinha um único carro”, relembrou. Sua campanha foi financiada por apoiadores. Ela usou doações via Pix.
Agora no União Brasil, um partido com grande estrutura, ela mantém o discurso de economia. Continua viajando de carro pelo interior. Afirma que dispensa jatinhos. Foca no contato direto com o eleitor. Mas tem aceitado fazer parte do jogo normal da disputa usando os recursos do fundo partidário.
A política e a inteligência artificial
Questionada sobre os impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho, a pré-candidata reconheceu a importância do tema. Ela acompanhou debates recentes sobre direitos autorais na Assembleia Legislativa do Paraná.
No entanto, ela priorizou as necessidades mais urgentes da população. “A inteligência artificial foi criada pela inteligência humana. Ela tem que trabalhar para nós”, afirmou. “Mas para mim são discussões que estão muito longe da realidade da Dona Maria e do Seu Zé.”
Serviço
A entrevista completa com Cristina Graeml está disponível no canal do Maringá Post no YouTube.
Apresentação: Ronaldo Nezo
Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio








Comentários estão fechados.